O SOL
Serra acima o sol diário surge fulvo.
Formoso é o bosque, a fera escura,
E, cace ou pastoreie, o homem.
O peixe da água verde assoma rubro.
Debaixo do céu côncavo,
O pescador, num barco azul, desliza.
A uva sazona, e o trigo.
Conforme o dia plácido se encerra,
Algo de bom se engendra e algo de ruim.
Chegada a noite,
O forasteiro soergue pálpebras pesadas;
Sombrio abismo afora o sol irrompe.
Tradução de Nelson Ascher in "Um Pouco de Tudo". Link: Folha de S.Paulo - Nelson Ascher: Um Pouco de Tudo - 11/09/2006. [Acessado em 27 de fevereiro de 2026]
Nenhum comentário:
Postar um comentário