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sexta-feira, abril 15, 2011

Trabalhos e Dias 1-10 [Hino a Zeus]

Musas da Piéria, por canções glorificando,
Vinde, falai de Zeus o vosso pai hineando.
Por ele, os mortais são notos ou ignotos,
famosos ou infames, por querer de Zeus grande.
Fácil ele faz forte, fácil o forte ele enfraquece,
Facilmente o amplo amaina e o inviso acresce;
Facilmente, aplaina o torto, o altivo esvaece
Zeus que no alto freme e habita a sublime sede.
Atende-me, porque vês e ouves; apruma as sentenças,
Tu! E eu, a Perses verdades gostaria de enunciar.

[Tradução: Rafael Brunhara]

quinta-feira, dezembro 23, 2010

Hino Homérico VIII: Ares

Ares muito forte, condutor da carruagem, de elmo áureo,
ânimo terrível, porta-escudo, salva-cidades, arnês-de-bronze,
braço forte, incansável, hábil-na-lança, muralha do Olimpo,
Pai de Vitória boa-na-guerra, ajudante de Justiça,
Tirano aos contrários, guia dos mais justos mortais,
porta-cetro da virilidade, que revolve o globo flamante
Etéreo nas constelações de sete estrelas, onde corcéis em chamas
eternamente acima da terceiro órbita mantêm-te;
Ouve, defensor dos mortais, dotador da juventude bem audaz,
Do alto do céu desce brilhando em fulgor para a nossa
vida e belicosa força, que eu seja capaz
de repelir malfazeja aflição de meu peito,
de vergar os enganosos impulsos da alma nas entranhas,
Detém também acerba cólera em meu coração, que me incita
a marchar em frias disputas: Mas tu, venturoso,
concede audácia para manter em leis propícias de paz
disperso do ardor pelo combate aos inimigos e da violência da Sina.

Tradução: Rafael Brunhara

quarta-feira, dezembro 15, 2010

Hino Homérico XXVI: A Dioniso

De cabelos hederosos Dioniso mui clamoroso começo a cantar,
De Zeus e Sêmele mui gloriosa o esplêndido filho,
a ele nutriam ninfas de belos cabelos, do pai soberano
acolhendo-o em seus seios e solícitas criaram-no
nas grutas do Nisa:  ele crescia por paterna vontade
em olente antro, contabilizado entre os imortais
Mas depois que as Deusas o nutriram multi-hineado
aí então ele vagava por arbóreos vales
coberto de hera e louro; junto seguiam
as ninfas, ele lidera: frêmito toma a inefável selva.
Também assim, tu, salve, ó multicacheado Dioniso
dá-nos com alegria às estações ir uma vez
e das estações vir outra vez por muitos anos.

Tradução: Rafael Brunhara

Hino Homérico XXI: A Apolo

Febo se a ti até o cisne com canoras asas canta
ao monte lançando-se das margens do rodopiante rio
Peneu, também a ti o aedo portando a lira canora
de doce voz canta no princípio e no fim.
Também assim, tu, salve, soberano: propicio-te com o canto.

Tradução: Rafael Brunhara

Hino Homérico XXVIII: A Atena

Palas Atena ilustre Deusa começo a cantar,
a Glaucópida multiversátil que tem um coração sem doçuras;
virgem venerável protetora de cidades poderosa
Tritogênia, que o próprio Zeus próvido engendrou
de sua insigne cerviz, armas de guerra portando
áureas, omniluzentes. Vendo-a, reverência tomou
os imortais: diante de Zeus Egífero
impetuosamente irrompeu de sua imortal cabeça
brandindo pontiaguçado dardo: retumbou o vasto Olimpo
terrívelmente pela força da Glaucópida. A terra ao redor
temívelmente gritou, moveu-se então o alto mar
com purpúreas vagas agitado, conteve-se a água
de repente:  o esplêndido filho de Hipérion manteve
seus corcéis celerípedes até que a donzela
tomasse dos ombros imortais as deiformes armas,
Palas Atena! Alegrou-se Zeus próvido.
Também assim, tu, salve, filha de Zeus Egífero
Depois eu também te lembrarei em outro canto.

Tradução: Rafael Brunhara

terça-feira, dezembro 14, 2010

Hino Homérico XXXI: Ao Sol

Sol começa a cantar então, filha de Zeus, Musa
Calíope: o Resplandecente, que Eurýfaessa olhitáurea
engendrou para o filho de Terra e Céu constelado:
Pois Hipérion casou-se com Eurýfaessa mui ínclita,
a irmã, do mesmo ventre, que para ele engendrou bela prole:
Aurora dedirrósea, Lua de belas tranças
e Sol infatigável símil aos imortais
que reluz para mortais e imortais deuses,
a avançar com seus corcéis: temível ele observa com os olhos,
do áureo elmo;  brilhantes raios a partir dele
resplendem, cintilam, além das têmporas, e as faces
brilhantes, da cabeça grácil, retêm o rosto
longiluzente. Em volta do corpo reluz bela veste
de fino talhe no sopro dos ventos com machos corcéis
[...]
então permanece no carro de jugo áureo e os corcéis
conduz pelo céu até o Oceano.
Salve soberano benévolo concede vida que deleite meu coração:
por ti começando celebrarei a raça dos homens semideuses
de fala articulada, cujas obras Deuses aos mortais mostraram.

Tradução: Rafael Brunhara

Hino Homérico XXXII: À Lua

Mene amplivolante cantai em seguida, Musas
de voz doce filhas de Zeus Cronida  sabedoras da canção.
A partir dela resplendor visível do céu envolve a terra,
a partir de sua imortal cabeça, amplo adorno é visto com
lúcido resplendor e cintila o ar sem luz;
a partir da áurea coroa refletem-se os raios;
sempre depois de no Oceano banhar o belo corpo,
de os trajes vestir longiluzentes a Deusa Lua
e de jungir os potros resplendentes de arqueada cerviz
impetuosamente avançando toca os corcéis de linda melena
pelo anoitecer que divide o mês. Preenche-se a vasta órbita
e então seus raios crescentes iluminam e ao máximo brilham
no céu. Marca aos mortais e um sinal ela é.
Com ela uma vez Cronida uniu-se em amor e deitou-se
e engravidando-a donzela Pandeia gerou
tendo notável formosura  entre as Deusas imortais.
Salve soberana bracinívea Deusa Lua
benévola de belas tranças, por ti começando glórias
de mortais semideuses cantarei cujas obras celebram aedos
acólitos das Musas com seus deleitosos lábios.

Tradução: Rafael Brunhara

quarta-feira, dezembro 08, 2010

Píndaro - Fragmentos

Hiporquemas

Fragmento 108

Quando um Deus aponta o início
de cada ação, reto então é
o caminho para obter virtude,
mais belo é o fim.

Fragmento 142

Um Deus é capaz de evocar
da negra noite a imaculada luz
E em sombria turva nuvem
ocultar o puro esplendor
do dia.


Fragmentos Incertos

Fragmento 150

Dá teu augúrio, Musa! Serei teu profeta.

Fragmento 159

De homens justos o tempo é o salvador supremo.

[Tradução Rafael Brunhara]

segunda-feira, abril 12, 2010

Íon de Eurípides, vv. 82-93

ἅρματα μὲν τάδε λαμπρὰ τεθρίππων
Ἥλιος ἤδη λάμπει κατὰ γῆν,
ἄστρα δὲ φεύγει πυρὶ τῷδ᾽ αἰθέρος
ἐς νύχθ᾽ ἱεράν:
Παρνησιάδες δ᾽ ἄβατοι κορυφαὶ
καταλαμπόμεναι τὴν ἡμερίαν
ἁψῖδα βροτοῖσι δέχονται.
σμύρνης δ᾽ ἀνύδρου καπνὸς εἰς ὀρόφους
Φοίβου πέταται.
θάσσει δὲ γυνὴ τρίποδα ζάθεον
Δελφίς, ἀείδουσ᾽ Ἕλλησι βοάς,
ἃς ἂν Ἀπόλλων κελαδήσῃ.

Estas as brilhantes quadrigas;
o Sol já brilha sobre a terra
e os astros fogem do flâmeo éter
para a noite sagrada.
Os cimos não trilhados do Parnaso,
iluminados, acolhem para os mortais
o disco do dia:
fumo de mirra seca se evola
aos telhados de Febo.
a délfica senta-se na mui divina trípode
e entoa aos gregos
os brados que Apolo ecoar.

(Tradução de Rafael Brunhara)

domingo, março 21, 2010

Antologia Grega, V, 73 (Rufino)

Te mando, Rodoklea, esta coroa de lindas flores
Que eu mesmo trancei com minhas mãos.
Há o lírio, a rosa, o cálice, a orvalhada anêmona
o tenro narciso e a violeta de brilho escuro.
Quando se coroar com elas, deixa de ser orgulhosa:
Fenece a rosa, a coroa, e você também.

(Tradução de Rafael Brunhara)

terça-feira, janeiro 26, 2010

Safo: fragmento 2 L-P

Vem de Creta até este puro santuário,
onde há para ti um querido bosque
de macieiras, altares que se acen-
-dem com incensos:

Lá águas frescas murmuram através de ramos
de macieiras, sombreia-se com rosas
todo o solo, e de trementes folhagens
derrama-se um feitiço: o sono.

Lá viceja um prado, pasto de corcéis,
com flores de primavera, e os ventos
sopram docemente:

Aqui, Cípris, tu conquistaste
néctar mesclado a festividades
vertendo-o com delicadeza
em nossos dourados cálices.


Outras fontes do fragmento
:

Hermógenes, As formas do estilo, 2.34:


"E (sc. sobre os prazeres) pode-se descrever com simplicidade aqueles que não são torpes, como a beleza de uma região, plantas diversas, a variedade dos rios e tantas outras coisas. É que estes incutem prazer aos olhos, ao serem vistos, e aos ouvidos, quando alguém os anuncia, como fez Safo:
“ à sua volta, águas frescas murmuram através de ramos de macieiras”, e “das trementes folhagens derrama-se um feitiço: o sono”. e o que mais é dito antes desses versos e depois.

Ateneu, o Banquete dos eruditos:

E segundo a bela Safo:

“Vem, Cípris,
Vertendo com delicadeza
Em nossos dourados cálices
Néctar mesclado a festividades”


Aos meus e aos teus companheiros
.


(Tradução de Rafael Brunhara)

domingo, janeiro 17, 2010

Teognideia, 1319-1328, 1335-1336

1319-1322

Menino, já que a Cípris te dá ardente graça,
que teu porte aos moços todos concerne,
ouve estes versos e põe no coração minha graça,
ciente do quão árduo é ao homem suportar o amor.


1323-1326

Ciprogênia, cessa-me os suplícios, dissipa-me anseios
que devoram o coração, volta-me para a alegria:
cessa os maus cuidados, dá ao meu coração alegre,
findado o apogeu da juventude, atos de prudência.


1327-1328

Menino, enquanto tiveres queixo implume, nunca deixarei
de cortejá-lo, inda que morrer seja meu destino.


1335-1336


Feliz, quem ama se exercitar e quando vai
p’ra casa, dorme o dia todo com um belo menino


(Tradução de Rafael Brunhara)

segunda-feira, dezembro 21, 2009

Hino Homérico XIV: À mãe dos Deuses

A mãe de todos os Deuses e todos os homens
celebra-me, Musa de voz límpida filha do grande Zeus,
a ela o ressoar de crótalos, tambores e o frêmito de flautins
deleita e o clamor de lobos e leões de olhos rútilos
sonantes montanhas e vales boscosos;
e tu também assim salve, e ao mesmo tempo todas as Deusas no canto.

Tradução: Rafael Brunhara

domingo, dezembro 20, 2009

Hino Homérico XXXIII: Aos Dióscuros

Acerca dos jovens de Zeus falai, Musas de vivazes olhos,
Dos Tindáridas, os filhos esplêndidos de Leda de belos tornozelos
Cástor doma-corcéis e irrepreensível Polideuces,
A eles sob o vértice do alto monte Taigeto
Unida em amor ao nuvem-turvo Cronida
engendrou, meninos salvadores dos homens da terra
e alígeras naus, quando se azafamam procelas
invernais no infatigável mar: E das naus
orando invocam os jovens do grande Zeus
com alvos cordeiros, indo à extremidade
da popa: a ela forte vento e a vaga marinha
submergem. Mas eles de súbito surgem,
com louras asas, a ruflar pelo firmamento;
e,de pronto,de graves ventos cessam as procelas,
vagas dispersam do alvo salso mar em pleno pélago;
belos sinais e libertam da fadiga. Os nautas com a visita
alegram-se: cessam a mísera fadiga.
Salve, Tindáridas, cavaleiros de ágeis corcéis:
depois também de vós me lembrarei em outra canção.

Tradução: Rafael Brunhara

sábado, dezembro 19, 2009

Hino Homérico XV: A Héracles, coração-de-leão

A Heracles de Zeus o filho cantarei, de longe o melhor
dos homens da terra; na Tebas de formosos coros
gerou-te Alcmena unida ao nuvem-turvo Cronida
antes por terra e mar inefáveis errante
por injunções de Euristeu soberano
muitas temeridades cumpriu, a muitas resistiu:
mas hoje na bela sede do nevoento Olimpo
habita jubiloso e tem Hebe de belos tornozelos.
Salve, soberano filho de Zeus: concede-me virtude e prosperidade!

Tradução: Rafael Brunhara

Hino Homérico I - A Dioniso

Nota Liminar: O Hino Homérico I a Dioniso é composto por quatro fragmentos do que parecia ser um longo canto. O primeiro (A) provém de um papiro e de citações antigas presentes em Diodoro da Sicília e nos escólios às Argonáuticas de Apolônio de Rodes. O segundo (B) é uma citação presente em Ateneu de Naucrátis extraída, por sua vez, de Crates. De Oxirrinico emerge um papiro que contém a terceira parte do poema (C,Papiro de Oxirrinico n.670) e traz possivelmente um discurso de Zeus a Hera. Por fim, a última parte (D)está presente em um manuscrito dos hinos homéricos (Codex M), antecedendo ao Hino à Deméter.

O mito contado no poema é, provavelmente, o da ascensão de Dioniso ao Olimpo, sob anuência de Hera. Aturdida com Hefesto, filho deforme que gerara, Hera o lança ao mar. Mas salvo e nutrido por Nereidas, o rebento pôde aprimorar suas habilidades de forja e, como vingança, presenteia a mãe com um belo trono contendo um engenho secreto: ao sentar-se nele, Hera vê-se presa em cadeias inquebráveis, que só poderiam ser desfeitas por Hefesto. Zeus envia Ares e Dioniso para trazer o Deus coxo de volta. O primeiro falha: Ares não consegue sobrepujar as chamas de Hefesto com sua força. A arma utilizada por Dioniso, porém, é mais eficaz: valendo-se do vinho, Dioniso deixa Hefesto bêbado e o leva de volta ao Olimpo, montado em uma mula. Este liberta Hera, e ela passa a admitir Dioniso entre os Olímpios.

Usei para a tradução a edição de Martin L. West em Homeric Hymns, Apocrypha, Lives, Loeb Classical Library.



A


]...(?) [

Dizem: ou em Drakano, ou em Icário plena de ventos,
Ou em Naxos, touro Deus, prole de Zeus,
ou no rio Alfeu de fundos remoinhos
[que prenhe Sêmele deu-te a luz para Zeus jubiloso do raio].
Outros, senhor, dizem que em Tebas nasceste,
Mas estão mentindo: engendrou-te o pai dos homens e Deuses
muito além da humanidade, ocultando-se de bracinívea Hera.
Há uma Nisa, monte súpero, flóreo silvado,
Longe da Fenícia, quase nas correntes do Egito;
Lá os homens de fala articulada não cruzam com naus;
Pois não lhes há porto, veículos navais a vaguear;
Mas pedra precipite contorna a tudo,
alcantilada; be]las coisas deleitosas viçam, muitas
] ocupa fundo (?) [...] ? [
] (?) ....[
] (?)...[
l[onge das ond[as
] (?)[
] (?)[
] de muitos...[
] com a mão...[
] amáveis pastagen[s
]sob...[

B


De seus próprios cachos de uva negra orgulhoso

C

(Zeus a Hera)

é o que desejas : que mais ainda pode se passar?
Até mesmo eu agi irrefletidamente,
] [...] anuente, (?) [...]
] comparam (?) [
Ele te enganou, envolveu-te em tartáreos vexatórios grilhões,
Quem, amada, libertar-te-ia? Cinturão inquebrantável
[Circ]unda [tod]o o teu corpo: outrossim
Porque imêmore das ordens e ameaças,

um desígnio resoluto ele concebia em seu ânimo;
cruel, irmã, geraste um filho cruel;
eng]enhoso e colérico
an[te] aos valorosos p]és (?) [
] (?)[ ...] (?) [
]...[...] a ti o teu [
] e [....] sendo (?) [
]...enfureci[do?]...
Vejamos se ele amaciará seu férreo coração:
Auxílio às tuas fadigas, apresentam-se dois
filhos meus, de espírito prudente: Um é Ares,
que ágil lança brande, guerreiro de espessa couraça;
] (?) para ver e (?) [
E ainda há outro, Dioniso... [
Que contra mim porém ele não provoque o conflito! Ou por
Meus raios será golpeado, e em mau estado ficará!
]...de dulçuras...[
]...este garoto...[

D

“E eles erguerão efígies muitas nos templos.
E como serão três no total sempre em triênios
Os homens realizarão perfeitas hecatombes.”
Falou, e com escuros sobrolhos acenou o Cronida.
Agitaram-se os ambrosíacos cabelos da soberana
Cerviz imortal, e o alto Olimpo retumbou;
[assim falou e acenou com a cabeça o próvido Zeus]
Sê propício, Touro Deus, insânia das mulheres! nós aedos
odes a ti cantamos, quando começamos e findamos: não há
como mencionar um canto sacro desatento a ti.
[e assim, tu também, salve, Dioniso Touro Deus,
Com mãe Sêmele, a quem de fato chamam Tione]


Tradução: Rafael Brunhara

sexta-feira, dezembro 18, 2009

Hino Homérico XXIV: A Héstia

Héstia, que de soberano Apolo longiflecheiro
um sagrado lar na divina Pito assistes,
sempre de tuas madeixas escorre fluido óleo de oliveiras.
chega nesta casa, achega-te, de coração,
com Zeus próvido: e ao mesmo tempo infunde graça no canto.

Trad. Rafael Brunhara

Hino Homérico XXII - A Posídon

Acerca de Posídon grande Deus começo a cantar
da terra movedor e do mar sem messe,
marinho, que o Hélicon tem e Egas vasta
De dois modos, Tremeterra, Deuses partilharam-te as honras:
domador de cavalos ser e salvador de naus.
Salve, Posídon abraça-terra, de escura cabeleira,
e venturoso propício peito tendo ajuda aos navegantes.

Tradução: Rafael Brunhara

quinta-feira, dezembro 17, 2009

Hino Homérico XVII - Aos Dióscuros

Castor e Polideuces canta, Musa de límpida voz,
Tindáridas de Zeus Olímpio nascidos.
a eles sob os vértices do Taigeto engendrou veneranda Leda
em segredo subjugada ao nuvem-turvo Cronida
Salve Tindáridas, cavaleiros de ágeis corcéis.

Tradução: Rafael Brunhara

sexta-feira, dezembro 11, 2009

Hino Homérico IX - Ártemis

Ártemis celebra, Musa, a irmã do longiflecheiro,
virgem dardejante, criada com Apolo
ela que seus corcéis banha nos profundos remoinhos de Meleto
e ligeira por Esmirna o carro todo de ouro dirige
até Claro rica em vinhedos onde Arcoargênteo Apolo
senta-se à espera da longiflecheira dardejante.
E a ti, assim, salve, e também a todas as deusas no canto:
Todavia a ti e de ti eu primeiro começo a cantar,
e por ti tendo começado, passarei a outro hino.

Tradução: Rafael Brunhara