Há um apólogo que diz
que Aretê habita em rochedos inacessíveis,
na companhia de um coro sagrado de céleres ninfas.
Porém não é visível aos olhos de todos os mortais,
- apenas ao daquele que, alagado de suor que devora o ânimo,
chegar ao cume, graças à sua coragem.
Tradução: Maria Helena da Rocha Pereira
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quinta-feira, dezembro 23, 2010
Simônides de Céos fr.543 P
Quando
na arca lavrada
o vento soprando
e o mar encapelado
e o terror a abateu com faces não enxutas,
lançou os seus braços em volta de Perseu e disse: "Ó filho,
que aflição a minha!
Tu dormes, e com teu lácteo rosto
entregas-te ao sono neste madeiro sem deleite,
e na noite cravejada de pregos
brilhas estendido nas trevas escuras.
Da espuma profunda, sobre o teu cabelo,
ao passar da onda,
não curas, nem da voz do vento: deitado
no teu manto, belo é o teu rosto.
Se o que é terrível o fosse para ti,
às minhas palavras darias brandos ouvidos.
Mas eu te ordeno: dorme, filho, dorme, ó mar, dorme,
ó minha dor desmedida! Que uma mudança surja,
ó Zeus pai, vinda da tua parte!
Mas, por eu ter dito esta palavra ousada
e fora da justiça, eu te imploro, perdoa-me!"
Tradução: Maria Helena da Rocha Pereira.
na arca lavrada
o vento soprando
e o mar encapelado
e o terror a abateu com faces não enxutas,
lançou os seus braços em volta de Perseu e disse: "Ó filho,
que aflição a minha!
Tu dormes, e com teu lácteo rosto
entregas-te ao sono neste madeiro sem deleite,
e na noite cravejada de pregos
brilhas estendido nas trevas escuras.
Da espuma profunda, sobre o teu cabelo,
ao passar da onda,
não curas, nem da voz do vento: deitado
no teu manto, belo é o teu rosto.
Se o que é terrível o fosse para ti,
às minhas palavras darias brandos ouvidos.
Mas eu te ordeno: dorme, filho, dorme, ó mar, dorme,
ó minha dor desmedida! Que uma mudança surja,
ó Zeus pai, vinda da tua parte!
Mas, por eu ter dito esta palavra ousada
e fora da justiça, eu te imploro, perdoa-me!"
Tradução: Maria Helena da Rocha Pereira.
quarta-feira, dezembro 19, 2007
Anacreonte Fr.96 D
Não gosto de quem, bebendo vinho junto do crater repleto,
Canta dissensões e guerras cheias de lágrimas,
Mas de quem, misturando das Musas e de Afrodite os dons esplendorosos,
Celebra a amável alegria.
[Tradução de Maria Helena da Rocha Pereira]
Canta dissensões e guerras cheias de lágrimas,
Mas de quem, misturando das Musas e de Afrodite os dons esplendorosos,
Celebra a amável alegria.
[Tradução de Maria Helena da Rocha Pereira]
domingo, dezembro 16, 2007
Xenófanes de Colófon - Fr.2 Diehl
Mas se alguém alcançar a vitória com a velocidade
dos pés, ou do pentatlo, - onde fica o santuário de Zeus,
junto das águas de Pisa, em Olímpia - ou na luta,
ou porque sabe a arte dolorosa do pugilato,
ou ainda num concurso terrível chamado o pancrácio
será mais ilustre à vista dos seus concidadãos
terá o lugar de honra mais aparatoso nos jogos,
e alimentação a expensas públicas
da sua cidade, e uma dádiva, que será para ele um tesouro.
E se ganhar com cavalos, tudo isto ele obterá,
sem ser tão digno como eu. Pois melhor do que a força
dos homens e corcéis é a nossa sabedoria.
É isso um modo de pensar leviano e não é justo,
preferir a força à notável sabedoria.
Pois nem que vivesse entre o povo um notável pugilista,
ou um homem hábil no pentatlo ou na luta,
ou na corrida, que tem a preferência,
e tantos atos de força demonstrasse no combate,
nem por isso a cidade estaria em melhor ordem.
Pequeno prazer seria para a urbe
alguém que vencesse nas provas das margens do Pisa.
Pois não é isso que enche os cofres da cidade.
[Tradução de Maria Helena da Rocha Pereira]
dos pés, ou do pentatlo, - onde fica o santuário de Zeus,
junto das águas de Pisa, em Olímpia - ou na luta,
ou porque sabe a arte dolorosa do pugilato,
ou ainda num concurso terrível chamado o pancrácio
será mais ilustre à vista dos seus concidadãos
terá o lugar de honra mais aparatoso nos jogos,
e alimentação a expensas públicas
da sua cidade, e uma dádiva, que será para ele um tesouro.
E se ganhar com cavalos, tudo isto ele obterá,
sem ser tão digno como eu. Pois melhor do que a força
dos homens e corcéis é a nossa sabedoria.
É isso um modo de pensar leviano e não é justo,
preferir a força à notável sabedoria.
Pois nem que vivesse entre o povo um notável pugilista,
ou um homem hábil no pentatlo ou na luta,
ou na corrida, que tem a preferência,
e tantos atos de força demonstrasse no combate,
nem por isso a cidade estaria em melhor ordem.
Pequeno prazer seria para a urbe
alguém que vencesse nas provas das margens do Pisa.
Pois não é isso que enche os cofres da cidade.
[Tradução de Maria Helena da Rocha Pereira]
Íbico - Fr.22b Page
Quando a gloriosa, insomne madrugada desperta os rouxinóis...
[Tradução de Maria Helena da Rocha Pereira]
[Tradução de Maria Helena da Rocha Pereira]
Arquíloco - Fr.30W
Deleitava-se se tinha um ramo de mirto
ou a bela flor da rosa
[Tradução de Maria Helena da Rocha Pereira]
ou a bela flor da rosa
[Tradução de Maria Helena da Rocha Pereira]
Safo- fr. 2 L-P
Há um murmúrio de águas frescas, através
dos ramos das macieiras, as rosas ensobram
todo o solo, e das folhas trémulas
escorre o sonho.
[vv.5-8. Tradução de Maria Helena da Rocha Pereira]
dos ramos das macieiras, as rosas ensobram
todo o solo, e das folhas trémulas
escorre o sonho.
[vv.5-8. Tradução de Maria Helena da Rocha Pereira]
quarta-feira, novembro 28, 2007
Safo 105 L-P
Tal uma doce maçã rubra, que brilha no alto dos ramos,
mesmo no cimo de tudo, esquecida dos que andavam na colheita,
- esquecida não, é que não conseguiram antingi-la.
[Tradução de Maria Helena da Rocha Pereira]
mesmo no cimo de tudo, esquecida dos que andavam na colheita,
- esquecida não, é que não conseguiram antingi-la.
[Tradução de Maria Helena da Rocha Pereira]
segunda-feira, novembro 26, 2007
Anacreonte, Fr.68 Page
Com um grande machado, tal um ferreiro, de novo,
Eros me bate e mergulha-me numa torrente invernal.
Tradução: Maria Helena da Rocha Pereira
Eros me bate e mergulha-me numa torrente invernal.
Tradução: Maria Helena da Rocha Pereira
terça-feira, novembro 20, 2007
Simônides - 521 PMG
Sendo homem, não digas nunca o que acontece amanhã
E, se vires alguém feliz, quanto tempo o será.
Rápida como o volver de asas de uma mosca,
Assim é a mudança da fortuna.
Tradução: Maria Helena da Rocha Pereira
E, se vires alguém feliz, quanto tempo o será.
Rápida como o volver de asas de uma mosca,
Assim é a mudança da fortuna.
Tradução: Maria Helena da Rocha Pereira
terça-feira, setembro 18, 2007
Safo - fr.55 LP
Quando morreres, hás-de jazer sem que haja no futuro
Memória de ti nem saudade. É que não tiveste parte
Nas rosas de Piéria. Invisível, andarás a esvoaçar
No Hades, entre os mortos impotentes.
Tradução: Maria Helena da Rocha Pereira.
Memória de ti nem saudade. É que não tiveste parte
Nas rosas de Piéria. Invisível, andarás a esvoaçar
No Hades, entre os mortos impotentes.
Tradução: Maria Helena da Rocha Pereira.
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