Mostrando postagens com marcador Maria Helena da Rocha Pereira. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Maria Helena da Rocha Pereira. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, dezembro 23, 2010

Simônides de Céos, fr. 579 P

Há um apólogo que diz
que Aretê habita em rochedos inacessíveis,
na companhia de um coro sagrado de céleres ninfas.
Porém não é visível aos olhos de todos os mortais,
- apenas ao daquele que, alagado de suor que devora o ânimo,
chegar ao cume, graças à sua coragem.

Tradução: Maria Helena da Rocha Pereira

Simônides de Céos fr.543 P

Quando
na arca lavrada
o vento soprando
e o mar encapelado
e o terror a abateu com faces não enxutas,
lançou os seus braços em volta de Perseu e disse: "Ó filho,

que aflição a minha!
Tu dormes, e com teu lácteo rosto
entregas-te ao sono neste madeiro sem deleite,
e na noite cravejada de pregos
brilhas estendido nas trevas escuras.
Da espuma profunda, sobre o teu cabelo,
ao passar da onda,
não curas, nem da voz do vento: deitado
no teu manto, belo é o teu rosto.
Se o que é terrível o fosse para ti,
às minhas palavras darias brandos ouvidos.
Mas eu te ordeno: dorme, filho, dorme, ó mar, dorme,
ó minha dor desmedida! Que uma mudança surja,

ó Zeus pai, vinda da tua parte!
Mas, por eu ter dito esta palavra ousada
e fora da justiça, eu te imploro, perdoa-me!"

Tradução: Maria Helena da Rocha Pereira.

quarta-feira, dezembro 19, 2007

Anacreonte Fr.96 D

Não gosto de quem, bebendo vinho junto do crater repleto,
Canta dissensões e guerras cheias de lágrimas,
Mas de quem, misturando das Musas e de Afrodite os dons esplendorosos,
Celebra a amável alegria.

[Tradução de Maria Helena da Rocha Pereira]

domingo, dezembro 16, 2007

Xenófanes de Colófon - Fr.2 Diehl

Mas se alguém alcançar a vitória com a velocidade
dos pés, ou do pentatlo, - onde fica o santuário de Zeus,
junto das águas de Pisa, em Olímpia - ou na luta,
ou porque sabe a arte dolorosa do pugilato,
ou ainda num concurso terrível chamado o pancrácio
será mais ilustre à vista dos seus concidadãos
terá o lugar de honra mais aparatoso nos jogos,
e alimentação a expensas públicas
da sua cidade, e uma dádiva, que será para ele um tesouro.
E se ganhar com cavalos, tudo isto ele obterá,
sem ser tão digno como eu. Pois melhor do que a força
dos homens e corcéis é a nossa sabedoria.
É isso um modo de pensar leviano e não é justo,
preferir a força à notável sabedoria.
Pois nem que vivesse entre o povo um notável pugilista,
ou um homem hábil no pentatlo ou na luta,
ou na corrida, que tem a preferência,
e tantos atos de força demonstrasse no combate,
nem por isso a cidade estaria em melhor ordem.
Pequeno prazer seria para a urbe
alguém que vencesse nas provas das margens do Pisa.
Pois não é isso que enche os cofres da cidade.

[Tradução de Maria Helena da Rocha Pereira]

Íbico - Fr.22b Page

Quando a gloriosa, insomne madrugada desperta os rouxinóis...

[Tradução de Maria Helena da Rocha Pereira]

Arquíloco - Fr.30W

Deleitava-se se tinha um ramo de mirto
ou a bela flor da rosa

[Tradução de Maria Helena da Rocha Pereira]

Safo- fr. 2 L-P

Há um murmúrio de águas frescas, através
dos ramos das macieiras, as rosas ensobram
todo o solo, e das folhas trémulas
escorre o sonho.

[vv.5-8. Tradução de Maria Helena da Rocha Pereira]

quarta-feira, novembro 28, 2007

Safo 105 L-P

Tal uma doce maçã rubra, que brilha no alto dos ramos,
mesmo no cimo de tudo, esquecida dos que andavam na colheita,
- esquecida não, é que não conseguiram antingi-la.

[Tradução de Maria Helena da Rocha Pereira]

segunda-feira, novembro 26, 2007

Anacreonte, Fr.68 Page

Com um grande machado, tal um ferreiro, de novo,
Eros me bate e mergulha-me numa torrente invernal.


Tradução: Maria Helena da Rocha Pereira

terça-feira, novembro 20, 2007

Simônides - 521 PMG

Sendo homem, não digas nunca o que acontece amanhã
E, se vires alguém feliz, quanto tempo o será.
Rápida como o volver de asas de uma mosca,
Assim é a mudança da fortuna.


Tradução: Maria Helena da Rocha Pereira

terça-feira, setembro 18, 2007

Safo - fr.55 LP

Quando morreres, hás-de jazer sem que haja no futuro
Memória de ti nem saudade. É que não tiveste parte
Nas rosas de Piéria. Invisível, andarás a esvoaçar
No Hades, entre os mortos impotentes.

Tradução: Maria Helena da Rocha Pereira.