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domingo, dezembro 01, 2013

Estratão: Antologia Palatina 11.19


Καὶ πίε νῦν καὶ ἔρα, Δαμόκρατες· οὐ γὰρ ἐς αἰεὶ
πιόμεθ' οὐδ' αἰεὶ παισὶ συνεσσόμεθα.
καὶ στεφάνοις κεφαλὰς πυκασώμεθα καὶ μυρίσωμεν
αὑτούς, πρὶν τύμβοις ταῦτα φέρειν ἑτέρους.
νῦν ἐν ἐμοὶ πιέτω μέθυ τὸ πλέον ὀστέα τἀμά·
νεκρὰ δὲ Δευκαλίων αὐτὰ κατακλυσάτω.

Agora bebe, Damócrates, e ama: não vamos beber
para sempre, nem para sempre estar com meninos;
Vamos coroar com guirlandas nossas cabeças, e untar de perfume
nossos corpos, antes que sobre nossos túmulos ponham tais coisas.
Agora, que os meus ossos bebam o máximo de vinho:
Quando mortos, que os leve o dilúvio de Deucalião.


[Tradução: Rafael Brunhara]

terça-feira, dezembro 08, 2009

Antologia grega: A Musa Pueril de Estratão

1.

Um menino temporão pecar contra sua idade insensata
traz ultraje inda maior ao amigo que o seduz.
Após a puberdade, submeter-se alguém ao assalto erótico
é dobrada ignomínia para quem se submete.
Todavia, uma e outra coisa deixam de ser inoportunas
quando já se está como nós, Moéris, noutra quadra. (12.228)

2.

Os animais irracionais fodem de uma só maneira,
mas levamos nós, racionais, uma vantagem:
inventamos o enrabar. Quem esteja em mão de mulher
não se avantaja aos animais irracionais.


Tradução de José Paulo Paes, in: Poemas da Antologia Grega ou Palatina. São Paulo: Companhia das Letras. 1995.