Mas tens além disso um temperamento
medroso, tu que dos rapazes tens o rosto mais belo!
Que te mantém firmemente em casa
é o que pensa a tua mãe,
mas tu fugiste...
para os campos cobertos de jacintos,
onde Cípris soltou do jugo
os seus cavalos.
...no meio te lançaste,
...e muitos dos cidadãos
sentiram o coração a esvoaçar.
Eu andava no pugilato com um adversário difícil,
...mas levanto a cabeça...
e devo muita gratidão...
por ter fugido do Amor...
e das suas amarras...
terríveis, por causa de Afrodite.
Que me tragam vinho,
que me tragam água a borbulhar.
Tradução de Frederico Lourenço
Fonte: LOURENÇO, F. Poesia grega de Álcman a Teócrito. Lisboa: Cotovia, 2006
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segunda-feira, julho 04, 2011
sexta-feira, março 18, 2011
Anacreonte
Fragmento 391 PMG
Mas agora a grinalda da cidade foi destruída.
Fragmento 394 PMG
Graciosa andorinha de voz tão doce!
Fragmento 396 PMG
Traz água e traz vinho, ó rapaz! Traz-me também coroas
de flores. Vai buscá-las: quero andar ao murro com o Amor.
Fragmento 398 PMG
Os dados do Amor
são a loucura e a algazarra.
Fragmento 407 PMG
Oferece-me, meu querido,
as tuas coxas tão esbeltas.
Fragmento 413 PMG
Como um ferreiro de novo o Amor me golpeou
com um grande machado e banhou-me na corrente invernosa.
Fragmento 414 PMG
Cortaste a flor perfeita do teu cabelo macio.
Fragmento 428 PMG
De novo amo e não amo,
estou doido e não estou doido.
Tradução de Frederico Lourenço
Fonte: LOURENÇO, F. Poesia grega de Álcman a Teócrito. Lisboa: Cotovia, 2006
Mas agora a grinalda da cidade foi destruída.
Fragmento 394 PMG
Graciosa andorinha de voz tão doce!
Fragmento 396 PMG
Traz água e traz vinho, ó rapaz! Traz-me também coroas
de flores. Vai buscá-las: quero andar ao murro com o Amor.
Fragmento 398 PMG
Os dados do Amor
são a loucura e a algazarra.
Fragmento 407 PMG
Oferece-me, meu querido,
as tuas coxas tão esbeltas.
Fragmento 413 PMG
Como um ferreiro de novo o Amor me golpeou
com um grande machado e banhou-me na corrente invernosa.
Fragmento 414 PMG
Cortaste a flor perfeita do teu cabelo macio.
Fragmento 428 PMG
De novo amo e não amo,
estou doido e não estou doido.
Tradução de Frederico Lourenço
Fonte: LOURENÇO, F. Poesia grega de Álcman a Teócrito. Lisboa: Cotovia, 2006
sexta-feira, dezembro 11, 2009
'Anacreonte' - Antologia grega
1
Eis a tumba do resoluto Timócrito;
a guerra poupa os covardes, não os bravos. (7.160)
2
A cidade inteira aclamou, sobre a pira funerária,
o forte Agaton que morreu por Abdera.
A outro jovem igual não matou o sanguinário Ares
no torvelinho odioso da batalha. (7.226)
3
Pastor, pasce teu gado longe daqui, não leves junto
a novilha de Míron, pensando que está viva. (9.715)
4
A velhice, não o forno, tornou bronze a novilha que Míron
pretendia ser obra de suas próprias mãos. (9.716)
5
Eu te lamento, Aristoclides, o mais bravo dos amigos:
morreste jovem para que não fosse a pátria escrava. (13.4)
Eis a tumba do resoluto Timócrito;
a guerra poupa os covardes, não os bravos. (7.160)
2
A cidade inteira aclamou, sobre a pira funerária,
o forte Agaton que morreu por Abdera.
A outro jovem igual não matou o sanguinário Ares
no torvelinho odioso da batalha. (7.226)
3
Pastor, pasce teu gado longe daqui, não leves junto
a novilha de Míron, pensando que está viva. (9.715)
4
A velhice, não o forno, tornou bronze a novilha que Míron
pretendia ser obra de suas próprias mãos. (9.716)
5
Eu te lamento, Aristoclides, o mais bravo dos amigos:
morreste jovem para que não fosse a pátria escrava. (13.4)
segunda-feira, novembro 02, 2009
Anacreonte (fr.eleg.2)
Não gosto de quem, bebendo vinho junto ao crater repleto,
fala de querelas e da guerra lácrima
e sim de quem, resplandecentes dons das Musas e Afrodite
mesclando, comemora a desejável alegria.
(Tradução de Rafael Brunhara)
fala de querelas e da guerra lácrima
e sim de quem, resplandecentes dons das Musas e Afrodite
mesclando, comemora a desejável alegria.
(Tradução de Rafael Brunhara)
Anacreonte 348 PMG
Suplico-te, golpeadora de cervos,
loura filha de Zeus, de agrestes
bestas a senhora, Ártemis,
que algures sobre os remoinhos
do Leiteio perscruta a cidade
de varões de fero coração,
grata - pois de cidadãos
indômitos não és pastora.
(Tradução de Rafael Brunhara)
loura filha de Zeus, de agrestes
bestas a senhora, Ártemis,
que algures sobre os remoinhos
do Leiteio perscruta a cidade
de varões de fero coração,
grata - pois de cidadãos
indômitos não és pastora.
(Tradução de Rafael Brunhara)
quarta-feira, dezembro 19, 2007
Anacreonte Fr.96 D
Não gosto de quem, bebendo vinho junto do crater repleto,
Canta dissensões e guerras cheias de lágrimas,
Mas de quem, misturando das Musas e de Afrodite os dons esplendorosos,
Celebra a amável alegria.
[Tradução de Maria Helena da Rocha Pereira]
Canta dissensões e guerras cheias de lágrimas,
Mas de quem, misturando das Musas e de Afrodite os dons esplendorosos,
Celebra a amável alegria.
[Tradução de Maria Helena da Rocha Pereira]
sexta-feira, novembro 30, 2007
Anacreonte - Fr.357
Soberano, com quem o Amor subjugador
e as ninfas de olhos azuis
e a purpúrea Afrodite
brincam, quando estás
nos altos píncaros das montanhas!
Suplico-te; e tu de espírito compassivo
vem até mim, para ouvires
a minha grata prece.
Sê bom conselheiro de Cleobulo,
para que o meu amor,
Ó Dioniso, ele aceite.
(Trad. Frederico Lourenço)
e as ninfas de olhos azuis
e a purpúrea Afrodite
brincam, quando estás
nos altos píncaros das montanhas!
Suplico-te; e tu de espírito compassivo
vem até mim, para ouvires
a minha grata prece.
Sê bom conselheiro de Cleobulo,
para que o meu amor,
Ó Dioniso, ele aceite.
(Trad. Frederico Lourenço)
segunda-feira, novembro 26, 2007
Anacreonte, Fr.68 Page
Com um grande machado, tal um ferreiro, de novo,
Eros me bate e mergulha-me numa torrente invernal.
Tradução: Maria Helena da Rocha Pereira
Eros me bate e mergulha-me numa torrente invernal.
Tradução: Maria Helena da Rocha Pereira
domingo, novembro 11, 2007
Anacreonte 358 PMG
O amor dos cabelos de ouro
lança-me a bola vermelha
e quer que eu jogue com a moça
das sandálias coloridas.
Mas a jovem — que é de Lesbos,
a bem construída — faz pouco
de meus cabelos já brancos
e olha ardente para um outro.
[Tradução: Péricles Eugênio da Silva Ramos]
lança-me a bola vermelha
e quer que eu jogue com a moça
das sandálias coloridas.
Mas a jovem — que é de Lesbos,
a bem construída — faz pouco
de meus cabelos já brancos
e olha ardente para um outro.
[Tradução: Péricles Eugênio da Silva Ramos]
quinta-feira, outubro 18, 2007
Anacreonte # 2
1.
Traz essa taça, ó rapazinho,
Para que agora um trago eu prove,
E cinco doses põe de vinho,
Uma de água com mais nove.
Eu decidi, sem insolência,
Honrar a Baco em compromisso,
Dispenso agora a exigência,
O formalismo, e mais serviço!
Não quero claque ou audiência. [Fr.4 Diehl]
2.
Detesto quem evoca
Prantos da fera guerra,
Enquanto os lábios molha
Ao vinho da cratera.
Por isso eu amo quem
Mistura Musa e Vênus,
E os dons da farra tem,
Esplêndidos, serenos.
3.
Alva me restou a fronte,
Me são têmporas grisalhas,
Vão meus verdes anos: onde?
Já meus dentes são limalha!
Resta-me viver da vida
Um sopro que vai morrendo,
Por que choro sem guarida?
Pelo Tártaro, que é horrendo.
Mas terrível é que a ida
Não tem volta, é só descendo.
Traz essa taça, ó rapazinho,
Para que agora um trago eu prove,
E cinco doses põe de vinho,
Uma de água com mais nove.
Eu decidi, sem insolência,
Honrar a Baco em compromisso,
Dispenso agora a exigência,
O formalismo, e mais serviço!
Não quero claque ou audiência. [Fr.4 Diehl]
2.
Detesto quem evoca
Prantos da fera guerra,
Enquanto os lábios molha
Ao vinho da cratera.
Por isso eu amo quem
Mistura Musa e Vênus,
E os dons da farra tem,
Esplêndidos, serenos.
3.
Alva me restou a fronte,
Me são têmporas grisalhas,
Vão meus verdes anos: onde?
Já meus dentes são limalha!
Resta-me viver da vida
Um sopro que vai morrendo,
Por que choro sem guarida?
Pelo Tártaro, que é horrendo.
Mas terrível é que a ida
Não tem volta, é só descendo.
sábado, outubro 06, 2007
Anacreonte fr.395
Grisalhas já minhas têmporas,
alva minha cabeça e
a graça da juventude
é ida; velhos os dentes,
e não resta muito tempo
para mim na doce vida.
É por isso que eu lamento,
e amiúde temo o Tártaro,
pois tenebroso é o retiro
do Hades, como é terrível
a descida: é certo, sabe-se
que quem desce não mais sobe.
[Tradução: Marcelo Tápia]
alva minha cabeça e
a graça da juventude
é ida; velhos os dentes,
e não resta muito tempo
para mim na doce vida.
É por isso que eu lamento,
e amiúde temo o Tártaro,
pois tenebroso é o retiro
do Hades, como é terrível
a descida: é certo, sabe-se
que quem desce não mais sobe.
[Tradução: Marcelo Tápia]
segunda-feira, setembro 10, 2007
Anacreonte
Fr. 1D
Dos cervos caçadora, ó loura Ártemis,
Filha és de Zeus, e imperatriz das feras.
Nas praias do Leiteio sempre velas
A cidade feroz dos baluartes:
Pois deusa nunca foste de homens rudes.
Fr. 2D
Tu brincas com Eros, ó implacável
Déspota, e as ninfas tu animas,
De azul pupila, e rubros elos
De Afrodite. Ambulas, entretanto,
em píncaros de sombra, em montes
De lá, que escutes meu chamado:
De Cleóbulo, ó Dioniso,
Ah faz com que ele seja meu amado.
Fr.4D
Eu te procuro, e não me escutas,
Menino de castas pupilas.
Nas mãos as rédeas levas de minha alma.
Fr.96D
Tu, após me espionares
De olho vesgo, assim me foges,
Ó potrinha ágil da Trácia?
Crês velhusca a minha arte?
Olha, o freio vou lançar-te,
Dou-te rédeas e acicate,
O trote eu te dobro, e caminhas.
Ninguém conseguiu domar-te?
Tu só viste mariquinhas.
Fr.13 Page
Com rubra bola (é sina) o loiro
Eros de ouro me ataca, e malha:
Hei de brincar com a menina
Que tem pinturas na sandália.
Ela é de Lesbos, centro sábio,
E a púbis, quando lhe escancaro
Ela espezinha; ao certo, os lábios
A um rapazinho ela abre avara.
(Traduções: Antônio Medina Rodrigues)
Dos cervos caçadora, ó loura Ártemis,
Filha és de Zeus, e imperatriz das feras.
Nas praias do Leiteio sempre velas
A cidade feroz dos baluartes:
Pois deusa nunca foste de homens rudes.
Fr. 2D
Tu brincas com Eros, ó implacável
Déspota, e as ninfas tu animas,
De azul pupila, e rubros elos
De Afrodite. Ambulas, entretanto,
em píncaros de sombra, em montes
De lá, que escutes meu chamado:
De Cleóbulo, ó Dioniso,
Ah faz com que ele seja meu amado.
Fr.4D
Eu te procuro, e não me escutas,
Menino de castas pupilas.
Nas mãos as rédeas levas de minha alma.
Fr.96D
Tu, após me espionares
De olho vesgo, assim me foges,
Ó potrinha ágil da Trácia?
Crês velhusca a minha arte?
Olha, o freio vou lançar-te,
Dou-te rédeas e acicate,
O trote eu te dobro, e caminhas.
Ninguém conseguiu domar-te?
Tu só viste mariquinhas.
Fr.13 Page
Com rubra bola (é sina) o loiro
Eros de ouro me ataca, e malha:
Hei de brincar com a menina
Que tem pinturas na sandália.
Ela é de Lesbos, centro sábio,
E a púbis, quando lhe escancaro
Ela espezinha; ao certo, os lábios
A um rapazinho ela abre avara.
(Traduções: Antônio Medina Rodrigues)
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