o canto das cigarras
nada revela!
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Por nuvens separados
os patos selvagens
se dizem adeus....
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Chuva cinzenta:
hoje é um dia feliz
mesmo com o Fuji invisível.
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Ah, kankodori:
tu aprofundas
minha solidão!
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Move-te, ó tumba!
Meu pranto
é o vento do outono
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Sobre o telhado
flores de castanheiro
ignoradas.
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Sobre o tanque morto
um ruído de rã
submergindo.
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A cada brisa
a borboleta muda de lugar
sobre o salgueiro
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Pequeno cuco cinzento:
canta e canta, voa e voa.
Muito há o que fazer!
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os quimonos: a manga
do menino morto.
Molhadas,
Trêmulo, meu coração detem-se
Já não me importa
Entre Sado
A calhandra canta
Ou o de Asakusa?
Cerros com tíbias sendas.
Sobre os cedros, o crepúsculo.
Varrendo o jardim
A água gelada
Pintando sobre o biombo
Necessita o rouxinol
Sopra o vento de inverno
Um doce ruído
Até uma choça com teto de palha