Fr. 2 [Adrados]
Também isto é de Focílide: as classes de mulheres nasceram
destes quatro animais: da cadela, da abelha;
da terrível javalina, da égua de longa crina.
Esta é vigorosa, rápida, corredora, bela;
a que nasceu da terrível javalina, nem má, nem boa;
a da cadela, de gênio difícil e brava; a da abelha,
boa dona de casa e sabe trabalhar;
reza, caro amigo, para conseguir o desejável casamento com essa.
Fr. 3 [Adrados]
Também isto é de Focílide: que importa ser de origem nobre,
para aquele que a graça não acompanha nem nas palavras nem nas decisões?
Fr.4 [Adrados]
Também isto é de Focílide: uma pequena cidade, no cimo de um monte,
que vive bem governada, é mais forte que uma Nínive insensata.
Fr. 5 [Adrados]
Também isto é de Focílide: é preciso que o amigo com o amigo
medite em tudo o que os concidadãos murmurem.
Tradução de Daisi Malhadas e Maria Helena da Moura Neves
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sexta-feira, outubro 16, 2009
quarta-feira, outubro 07, 2009
Teognideia, vv. 01-04
Ó senhor, filho de Leto, nascido de Zeus, jamais te
esquecerei nem ao começar a compor nem ao terminar
mas, sempre, no início, no fim e no decorrer do poema
te cantarei; assim, ouve-me e concede-me teu favor.
Tradução: Daisi Malhadas e Maria Helena da Moura Neves
Fonte: MALHADAS, D. & NEVES, M.H.M. Antologia de poetas gregos de Homero a Píndaro. Araraquara: FFCLAr-UNESP, 1976
esquecerei nem ao começar a compor nem ao terminar
mas, sempre, no início, no fim e no decorrer do poema
te cantarei; assim, ouve-me e concede-me teu favor.
Tradução: Daisi Malhadas e Maria Helena da Moura Neves
Fonte: MALHADAS, D. & NEVES, M.H.M. Antologia de poetas gregos de Homero a Píndaro. Araraquara: FFCLAr-UNESP, 1976
Sólon Fr. 4 W (Tradução de Daisi Malhadas e Maria Helena da Moura Neves)
Nossa cidade jamais pelo desígnio de Zeus
perecerá nem pela vontade dos bem-aventurados deuses imortais
pois a tão magnânima e protetora Palas Atena,
filha do poderoso pai, tem suas mãos sobre nós.
Os próprios cidadãos, porém, querem destruir, com suas loucuras [5]
nossa grande cidade, persuadidos pelas riquezas,
e há também o injusto propósito dos chefes do povo,para os quais está reservado,
por seu grande descomedimento, muitas dores sofrer:
pois nem sabem controlar a fartura nem organizar
com tranqulidade as alegrias do festim de hoje [10]
..............................................
enriquecem, por ações injustas deixando-se persuadir
.............................................
nem os bens sagrados nem os do estado
poupam, mas furtam-nos em pilhagem cada qual por seu lado,
nem guardam os veneráveis fundamentos da Justiça,
a qual, silenciosa, ciente do que acontece e do que aconteceu,[15]
com o tempo vem para executar cabal vingança.
Esta ferida inevitável já atinge a cidade toda,
leva-a rapidamente à nociva escravidão,
que desperta a sedição civil e a guerra adormecida,
esta que foi a ruína da juventude encantadora de muitos homens;[20]
pois pelos inimigos rapidamente uma cidade formosa
é arruinada nas associações em que se comprazem os injustos.
Esses os males que envolvem o povo; muitos
pobres chegam a uma terra estranha
vendidos e, com desonrosas correntes, amarrados,[25]
.................................................
Assim o infortúnio público atinge cada um em sua casa;
as portas do pórtico não podem detê-lo,
por cima do elevado muro salta, e encontra por certo o morador
mesmo que fuja para a parte mais recuada de seu quarto.
Ensinar isto aos atenienses é o que o meu coração ordena: [30]
de que modo os mais numerosos males a uma cidade Disnomia causa,
e de que modo Eunomia garante ordem e justiça plena e sempre aos injustos acorrenta;
ela aplaina as asperezas, faz cessar a fartura, aniquila o descomedimento,
seca as flores da desgraça, quando brotam,
corrige os julgamentos errados e modera as ações
orgulhosas; faz cessar as obras da discórdia,
faz cessar o ódio da terrível sedição, e graças a ela
todas as ações humanas são justas e sábias.
Tradução de Daisi Malhadas e Maria Helena da Moura Neves
Fonte: MALHADAS, D. & NEVES, M.H.M. Antologia de poetas gregos de Homero a Píndaro. Araraquara: FFCLAr-UNESP, 1976
perecerá nem pela vontade dos bem-aventurados deuses imortais
pois a tão magnânima e protetora Palas Atena,
filha do poderoso pai, tem suas mãos sobre nós.
Os próprios cidadãos, porém, querem destruir, com suas loucuras [5]
nossa grande cidade, persuadidos pelas riquezas,
e há também o injusto propósito dos chefes do povo,para os quais está reservado,
por seu grande descomedimento, muitas dores sofrer:
pois nem sabem controlar a fartura nem organizar
com tranqulidade as alegrias do festim de hoje [10]
..............................................
enriquecem, por ações injustas deixando-se persuadir
.............................................
nem os bens sagrados nem os do estado
poupam, mas furtam-nos em pilhagem cada qual por seu lado,
nem guardam os veneráveis fundamentos da Justiça,
a qual, silenciosa, ciente do que acontece e do que aconteceu,[15]
com o tempo vem para executar cabal vingança.
Esta ferida inevitável já atinge a cidade toda,
leva-a rapidamente à nociva escravidão,
que desperta a sedição civil e a guerra adormecida,
esta que foi a ruína da juventude encantadora de muitos homens;[20]
pois pelos inimigos rapidamente uma cidade formosa
é arruinada nas associações em que se comprazem os injustos.
Esses os males que envolvem o povo; muitos
pobres chegam a uma terra estranha
vendidos e, com desonrosas correntes, amarrados,[25]
.................................................
Assim o infortúnio público atinge cada um em sua casa;
as portas do pórtico não podem detê-lo,
por cima do elevado muro salta, e encontra por certo o morador
mesmo que fuja para a parte mais recuada de seu quarto.
Ensinar isto aos atenienses é o que o meu coração ordena: [30]
de que modo os mais numerosos males a uma cidade Disnomia causa,
e de que modo Eunomia garante ordem e justiça plena e sempre aos injustos acorrenta;
ela aplaina as asperezas, faz cessar a fartura, aniquila o descomedimento,
seca as flores da desgraça, quando brotam,
corrige os julgamentos errados e modera as ações
orgulhosas; faz cessar as obras da discórdia,
faz cessar o ódio da terrível sedição, e graças a ela
todas as ações humanas são justas e sábias.
Tradução de Daisi Malhadas e Maria Helena da Moura Neves
Fonte: MALHADAS, D. & NEVES, M.H.M. Antologia de poetas gregos de Homero a Píndaro. Araraquara: FFCLAr-UNESP, 1976
quarta-feira, setembro 17, 2008
Téognis, 237-250: Arte e imortalização
Eu te dei asas com as quais sobre o imenso mar
voarás, e pela terra inteira, transportado
com rapidez; em todos os banquetes e festins estarás
presente, pousado entre os lábios de muitos.
Com liras harmônicas, rapazes
amáveis, com graça, em belas melodias
te cantarão. E quando, sob as profundezas da terra sombria,
desceres à morada lastimosa de Hades,
nunca, nem morto, perderás a fama, mas serás conhecido
entre os homens, sempre com nome imortal,
ó Cirno: percorrerás a terra grega e as ilhas,
atravessarás o mar piscoso e imenso,
não montado no dorso de cavalos, mas te conduzirá
o ilustre dom das Musas coroadas de violetas.
Tradução de Daisi Malhadas e Maria Helena da Moura Neves.
voarás, e pela terra inteira, transportado
com rapidez; em todos os banquetes e festins estarás
presente, pousado entre os lábios de muitos.
Com liras harmônicas, rapazes
amáveis, com graça, em belas melodias
te cantarão. E quando, sob as profundezas da terra sombria,
desceres à morada lastimosa de Hades,
nunca, nem morto, perderás a fama, mas serás conhecido
entre os homens, sempre com nome imortal,
ó Cirno: percorrerás a terra grega e as ilhas,
atravessarás o mar piscoso e imenso,
não montado no dorso de cavalos, mas te conduzirá
o ilustre dom das Musas coroadas de violetas.
Tradução de Daisi Malhadas e Maria Helena da Moura Neves.
segunda-feira, dezembro 17, 2007
Teógnis
1.
Jamais, Cirno, profiras palavra arrogante; pois ninguém sabe
o que a noite e o dia proporcionam a um homem [Teognidea, vv.159-160]
2.
Que jamais um novo cuidado me apareça
que não a virtude e a sabedoria; antes, mantendo
só esse cuidado para sempre
possa eu regozijar-me com a lira, a dança e o canto,
e entre os bons conservar meu nobre espírito [Teognidea,vv. 789-793]
3.
Aos bons, uns criticam demais, outros elogiam;
dos maus, nenhuma lembrança fica.
Entre os homens, sobre a terra, irrepreensível ninguém é;
mas, melhor, se não chamar a atenção da turba. [Teognidea,vv. 796-800]
[Traduções: Daisi Malhadas e Maria Helena da Moura Neves]
Jamais, Cirno, profiras palavra arrogante; pois ninguém sabe
o que a noite e o dia proporcionam a um homem [Teognidea, vv.159-160]
2.
Que jamais um novo cuidado me apareça
que não a virtude e a sabedoria; antes, mantendo
só esse cuidado para sempre
possa eu regozijar-me com a lira, a dança e o canto,
e entre os bons conservar meu nobre espírito [Teognidea,vv. 789-793]
3.
Aos bons, uns criticam demais, outros elogiam;
dos maus, nenhuma lembrança fica.
Entre os homens, sobre a terra, irrepreensível ninguém é;
mas, melhor, se não chamar a atenção da turba. [Teognidea,vv. 796-800]
[Traduções: Daisi Malhadas e Maria Helena da Moura Neves]
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