Confiemos nossos corações às festividades, enquanto
Ainda podemos ter as obras do prazer e do amor.
Súbito como um pensamento passa a brilhante juventude:
Nem corcéis impetuosos são tão rápidos,
Levando em fúria um rei de lança à lida guerreira,
E cavalgando exultantes pela planície rica em trigo.
Ἡμεῖς δ' ἐν θαλίηισι φίλον καταθώμεθα θυμόν,...
ὄφρ' ἔτι τερπωλῆς ἔργ' ἐρατεινὰ φέρηι.
αἶψα γὰρ ὥστε νόημα παρέρχεται ἀγλαὸς ἥβη·
οὐδ' ἵππων ὁρμὴ γίνεται ὠκυτέρη,
αἵτε ἄνακτα φέρουσι δορυσσόον ἐς πόνον ἀνδρῶν
λάβρως, πυροφόρωι τερπόμεναι πεδίωι.
[Tradução: Rafael Brunhara]
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quinta-feira, julho 31, 2014
domingo, janeiro 17, 2010
Teognideia, 1319-1328, 1335-1336
1319-1322
Menino, já que a Cípris te dá ardente graça,
que teu porte aos moços todos concerne,
ouve estes versos e põe no coração minha graça,
ciente do quão árduo é ao homem suportar o amor.
1323-1326
Ciprogênia, cessa-me os suplícios, dissipa-me anseios
que devoram o coração, volta-me para a alegria:
cessa os maus cuidados, dá ao meu coração alegre,
findado o apogeu da juventude, atos de prudência.
1327-1328
Menino, enquanto tiveres queixo implume, nunca deixarei
de cortejá-lo, inda que morrer seja meu destino.
1335-1336
Feliz, quem ama se exercitar e quando vai
p’ra casa, dorme o dia todo com um belo menino
(Tradução de Rafael Brunhara)
Menino, já que a Cípris te dá ardente graça,
que teu porte aos moços todos concerne,
ouve estes versos e põe no coração minha graça,
ciente do quão árduo é ao homem suportar o amor.
1323-1326
Ciprogênia, cessa-me os suplícios, dissipa-me anseios
que devoram o coração, volta-me para a alegria:
cessa os maus cuidados, dá ao meu coração alegre,
findado o apogeu da juventude, atos de prudência.
1327-1328
Menino, enquanto tiveres queixo implume, nunca deixarei
de cortejá-lo, inda que morrer seja meu destino.
1335-1336
Feliz, quem ama se exercitar e quando vai
p’ra casa, dorme o dia todo com um belo menino
(Tradução de Rafael Brunhara)
quarta-feira, outubro 07, 2009
Teognideia, vv. 01-04
Ó senhor, filho de Leto, nascido de Zeus, jamais te
esquecerei nem ao começar a compor nem ao terminar
mas, sempre, no início, no fim e no decorrer do poema
te cantarei; assim, ouve-me e concede-me teu favor.
Tradução: Daisi Malhadas e Maria Helena da Moura Neves
Fonte: MALHADAS, D. & NEVES, M.H.M. Antologia de poetas gregos de Homero a Píndaro. Araraquara: FFCLAr-UNESP, 1976
esquecerei nem ao começar a compor nem ao terminar
mas, sempre, no início, no fim e no decorrer do poema
te cantarei; assim, ouve-me e concede-me teu favor.
Tradução: Daisi Malhadas e Maria Helena da Moura Neves
Fonte: MALHADAS, D. & NEVES, M.H.M. Antologia de poetas gregos de Homero a Píndaro. Araraquara: FFCLAr-UNESP, 1976
quarta-feira, setembro 17, 2008
Téognis, 237-250: Arte e imortalização
Eu te dei asas com as quais sobre o imenso mar
voarás, e pela terra inteira, transportado
com rapidez; em todos os banquetes e festins estarás
presente, pousado entre os lábios de muitos.
Com liras harmônicas, rapazes
amáveis, com graça, em belas melodias
te cantarão. E quando, sob as profundezas da terra sombria,
desceres à morada lastimosa de Hades,
nunca, nem morto, perderás a fama, mas serás conhecido
entre os homens, sempre com nome imortal,
ó Cirno: percorrerás a terra grega e as ilhas,
atravessarás o mar piscoso e imenso,
não montado no dorso de cavalos, mas te conduzirá
o ilustre dom das Musas coroadas de violetas.
Tradução de Daisi Malhadas e Maria Helena da Moura Neves.
voarás, e pela terra inteira, transportado
com rapidez; em todos os banquetes e festins estarás
presente, pousado entre os lábios de muitos.
Com liras harmônicas, rapazes
amáveis, com graça, em belas melodias
te cantarão. E quando, sob as profundezas da terra sombria,
desceres à morada lastimosa de Hades,
nunca, nem morto, perderás a fama, mas serás conhecido
entre os homens, sempre com nome imortal,
ó Cirno: percorrerás a terra grega e as ilhas,
atravessarás o mar piscoso e imenso,
não montado no dorso de cavalos, mas te conduzirá
o ilustre dom das Musas coroadas de violetas.
Tradução de Daisi Malhadas e Maria Helena da Moura Neves.
sábado, maio 10, 2008
Téognis - "Ninguém, ó Cirno..."
Ninguém, ó Cirno, causa a sua própria ruína,
nem por si mesmo é que prospera:
tudo nos vem dos deuses.
Ninguém sabe se os atos que pratica
terão efeito bom ou mau:
vem deles ora o bem, quando se quer o mal,
vem deles ora o mal, quando se quer o bem.
Ninguém alcança, em tudo, o que deseja:
o desamparo traça raias
que não permitem ir à frente.
Nada sabemos, nós,os homens
e é vão o que pensamos;
os deuses tão-somente cumprem tudo
segundo os seus desígnios.
Tradução: Péricles Eugênio da Silva Ramos
nem por si mesmo é que prospera:
tudo nos vem dos deuses.
Ninguém sabe se os atos que pratica
terão efeito bom ou mau:
vem deles ora o bem, quando se quer o mal,
vem deles ora o mal, quando se quer o bem.
Ninguém alcança, em tudo, o que deseja:
o desamparo traça raias
que não permitem ir à frente.
Nada sabemos, nós,os homens
e é vão o que pensamos;
os deuses tão-somente cumprem tudo
segundo os seus desígnios.
Tradução: Péricles Eugênio da Silva Ramos
quarta-feira, março 26, 2008
Teógnis: A melhor coisa
A melhor coisa
seria não nascer aqui no mundo,
nem contemplar jamais a luz do sol.
Se alguém nasceu, porém, melhor que viaje
para as portas da Morte, a toda pressa,
e estreitamente envolto pela terra
descanse em paz.
Tradução: Péricles Eugênio da Silva Ramos
seria não nascer aqui no mundo,
nem contemplar jamais a luz do sol.
Se alguém nasceu, porém, melhor que viaje
para as portas da Morte, a toda pressa,
e estreitamente envolto pela terra
descanse em paz.
Tradução: Péricles Eugênio da Silva Ramos
Teógnis - Do Amor
Jovens, dormi com as moças
de vossa idade, e desfrutai
de labor e delícias amorosas.
Que no banquete soem flauta e canto.
Para homem e mulher, que há de mais sábio?
De que me valem honras e riqueza?
O prazer e a alegria a tudo excedem.
....................................
O amor é amargo e doce, encantador e cruel,
enquanto, ó Cirno, os jovens o pretendem:
doce é alcançá-lo,
mas triste é procurá-lo e não o achar.
Tradução: Péricles Eugênio da Silva Ramos.
de vossa idade, e desfrutai
de labor e delícias amorosas.
Que no banquete soem flauta e canto.
Para homem e mulher, que há de mais sábio?
De que me valem honras e riqueza?
O prazer e a alegria a tudo excedem.
....................................
O amor é amargo e doce, encantador e cruel,
enquanto, ó Cirno, os jovens o pretendem:
doce é alcançá-lo,
mas triste é procurá-lo e não o achar.
Tradução: Péricles Eugênio da Silva Ramos.
Teógnis - "Meu coração, mantém-te jovem"
Meu coração, mantém-te jovem!
Outros homens virão,
e morto eu me farei
apenas terra negra
..................
Mocidade e velhice lamentemos:
uma porque se vai, e porque chega a outra.
..........................................
Coisa insensata é lastimar os mortos,
insensata e pueril,
se a flor da mocidade não choramos...
Tradução: Péricles Eugênio da Silva Ramos
Outros homens virão,
e morto eu me farei
apenas terra negra
..................
Mocidade e velhice lamentemos:
uma porque se vai, e porque chega a outra.
..........................................
Coisa insensata é lastimar os mortos,
insensata e pueril,
se a flor da mocidade não choramos...
Tradução: Péricles Eugênio da Silva Ramos
segunda-feira, dezembro 17, 2007
Teógnis
1.
Jamais, Cirno, profiras palavra arrogante; pois ninguém sabe
o que a noite e o dia proporcionam a um homem [Teognidea, vv.159-160]
2.
Que jamais um novo cuidado me apareça
que não a virtude e a sabedoria; antes, mantendo
só esse cuidado para sempre
possa eu regozijar-me com a lira, a dança e o canto,
e entre os bons conservar meu nobre espírito [Teognidea,vv. 789-793]
3.
Aos bons, uns criticam demais, outros elogiam;
dos maus, nenhuma lembrança fica.
Entre os homens, sobre a terra, irrepreensível ninguém é;
mas, melhor, se não chamar a atenção da turba. [Teognidea,vv. 796-800]
[Traduções: Daisi Malhadas e Maria Helena da Moura Neves]
Jamais, Cirno, profiras palavra arrogante; pois ninguém sabe
o que a noite e o dia proporcionam a um homem [Teognidea, vv.159-160]
2.
Que jamais um novo cuidado me apareça
que não a virtude e a sabedoria; antes, mantendo
só esse cuidado para sempre
possa eu regozijar-me com a lira, a dança e o canto,
e entre os bons conservar meu nobre espírito [Teognidea,vv. 789-793]
3.
Aos bons, uns criticam demais, outros elogiam;
dos maus, nenhuma lembrança fica.
Entre os homens, sobre a terra, irrepreensível ninguém é;
mas, melhor, se não chamar a atenção da turba. [Teognidea,vv. 796-800]
[Traduções: Daisi Malhadas e Maria Helena da Moura Neves]
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