A MUSA
Quando à noite eu espero a sua vinda,
minha vida parece estar por um fio.
Que valem honras, juventude, liberdade
diante da doce amiga com a flauta na mão?
Ei-la, chegou: lançando o manto para trás
deteve o olhar atento sobre mim.
“Foste tu” – lhe pergunto – “que ditaste a Dante
as páginas do Inferno?” E ela: “Eu".
Tradução de Rafael Brunhara
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