""No poema moderno, é sempre nítida
uma tensão entre a necessidade
uma tensão entre a necessidade
de exprimir-se uma subjetividade
numa personalíssima voz lírica
e, de outro lado, a consciência crítica
de um sujeito que se inventa e evade,
ao mesmo tempo ressaltando o que há de
falso em si próprio -- uma postura cínica,
talvez, porém honesta, pois de boa-
fé o autor desconstrói seu artífício
desmistifica-se para o "leitor-
irmão..." Hm. Pode ser. Mas o Pessoa,
em doze heptassílabos, já disse o
mesmo -- não, disse mais -- muito melhor.
Fonte: BRITTO, Paulo Henriques. Tarde. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.
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