sábado, setembro 21, 2013

Píndaro, Ode Nemeia 6 (v. 01-07)

(Os Deuses e os homens)


 Ἓν ἀνδρῶν, ἓν θεῶν γένος· ἐκ μιᾶς δὲ πνέομεν
ματρὸς ἀμφότεροι· διείργει δὲ πᾶσα κεκριμένα
δύναμις, ὡς τὸ μὲν οὐδέν, ὁ δὲ
χάλκεος ἀσφαλὲς αἰὲν ἕδος
μένει οὐρανός. ἀλλά τι προσφέρομεν ἔμπαν ἢ μέγαν
νόον ἤτοι φύσιν ἀθανάτοις,
καίπερ ἐφαμερίαν οὐκ εἰδότες οὐδὲ μετὰ νύκτας
ἄμμε πότμος

Homens, Deuses, uma só raça: respiramos
de uma só mãe; mas separa-nos absoluto 
distinto poder: enquanto um nada é, o outro
mantém sempre irresvalável sede, o brônzeo 
céu. Mas algo aproxima-nos dos imortais 
ou a grandiosa mente 
ou então nosso corpo
embora sem saber, efêmero e na noite
qual é nosso destino. 

(Tradução: Rafael Brunhara)


domingo, setembro 15, 2013

Xenófanes - fr. 1 W

(A descrição de um simpósio ideal): 


Agora, limpo é o chão, e as mãos de todos,
e as taças: um cinge-nos trançadas coroas,
e outro estende-nos olente bálsamo em um prato:
a cratera está repleta de alegria.
Pronto outro vinho, melífluo nas jarras,
Odor de rosas, que afirma jamais acabar;
No meio propaga-se santo perfume de incenso;
é fresca a água, é doce, é pura.
Ao lado pães dourados, majestosa mesa
cheia de queijos, de mel pingue;
o altar no meio está todo coberto de rosas;
Canto dança e festival envolvem a casa.
Devem primeiro hinear ao Deus os homens alegres
Com afamados mitos e puras palavras
Após libar e rogar pelo poder de fazer o justo
(isto em verdade é mais fácil, não a insolência);
deve-se beber o quanto suportas, e poder
voltar para casa sem auxílio,a menos que muito idoso,
e louvar aquele homem que ao beber revela nobres palavras,
para que haja memória e esforço pela virtude;
e não devem expor os combates de Titãs, de Gigantes,
de Centauros, ficções dos antigos,
ou ardentes sedições, nelas não há o que preste,
mas ter dos Deuses sempre a boa providência.

νῦν γὰρ δὴ ζάπεδον καθαρὸν καὶ χεῖρες ἁπάντων
καὶ κύλικες· πλεκτοὺς δ' ἀμφιτιθεῖ στεφάνους,
ἄλλος δ' εὐῶδες μύρον ἐν φιάληι παρατείνει·
κρητὴρ δ' ἕστηκεν μεστὸς ἐυφροσύνης·
ἄλλος δ' οἶνος ἑτοῖμος, ὃς οὔποτέ φησι προδώσειν,
μείλιχος ἐν κεράμοις, ἄνθεος ὀζόμενος·
ἐν δὲ μέσοις ἁγνὴν ὀδμὴν λιβανωτὸς ἵησιν,
ψυχρὸν δ' ἐστὶν ὕδωρ καὶ γλυκὺ καὶ καθαρόν·
παρκέαται δ' ἄρτοι ξανθοὶ γεραρή τε τράπεζα
τυροῦ καὶ μέλιτος πίονος ἀχθομένη·
βωμὸς δ' ἄνθεσιν ἂν τὸ μέσον πάντηι πεπύκασται,
μολπὴ δ' ἀμφὶς ἔχει δώματα καὶ θαλίη.
χρὴ δὲ πρῶτον μὲν θεὸν ὑμνεῖν εὔφρονας ἄνδρας
εὐφήμοις μύθοις καὶ καθαροῖσι λόγοις,
σπείσαντάς τε καὶ εὐξαμένους τὰ δίκαια δύνασθαι
πρήσσειν· ταῦτα γὰρ ὦν ἐστι προχειρότερον,
οὐχ ὕβρεις· πίνειν δ' ὁπόσον κεν ἔχων ἀφίκοιο
οἴκαδ' ἄνευ προπόλου μὴ πάνυ γηραλέος.
ἀνδρῶν δ' αἰνεῖν τοῦτον ὃς ἐσθλὰ πιὼν ἀναφαίνει,
ὡς ἦι μνημοσύνη καὶ τόνος ἀμφ' ἀρετῆς,
οὔ τι μάχας διέπειν Τιτήνων οὐδὲ Γιγάντων
οὐδὲ < > Κενταύρων, πλάσμα<τα> τῶν προτέρων,
ἢ στάσιας σφεδανάς· τοῖς οὐδὲν χρηστὸν ἔνεστιν·
θ<εῶ>ν <δὲ> προμηθείην αἰὲν ἔχειν ἀγαθήν.

Tradução: Rafael Brunhara

Teócrito - Idílio XI

'Teócrito' dirige seu poema ao amigo Nícias, já referido em outros de seus Idílios (XIII, XXVIII). O tema é o amor, e para exemplificar a Nícias a máxima "Para o amor não existe remédio nenhum, a não ser a canção" (no original, Piérides), o poeta conta a história do jovem ciclope Polifemo, que canta para se esquecer de seu amor não correspondido pela Nereida Galateia.


Para o amor não existe remédio nenhum,
Nícias; nem unguento, creio eu, e nem pó,
senão a canção[1]: esse sim é leve e doce
para os homens, mas encontrá-lo não é fácil;
suponho que disso saibas bem, já que és médico,  (5)
 e bastante querido pelas nove Musas.
Pois vê que vida boa a do nosso Ciclope,
o velho Polifemo, enquanto a Galateia
amava e começava a ter barba na cara;
não a amava com maçãs, rosas e cachinhos[2],   (10)
Mas com veras loucuras: tudo o mais, pensava,
era resto. Amiúde as ovelhas fugiam-lhe,
da relva iam ao curral, e ele a cantar
Galateia, a se derreter nas algas da praia
desde cedo, no peito a odiosa ferida,  (15)
flecha da grande Cípris cravada no fígado;
mas achou o remédio; sentado sobre pedras
elevadas  e olhando o mar cantava assim:

"Rejeitas quem te ama, branca Galateia?
Mais branca que coalhada, mais tenra que um anho,    (20)
 mais travessa que uma bezerrinha e mais branda
que uva verde, aqui vens tão logo o sono doce
me tome, e daqui vais tão logo o sono doce
me some? Foges qual ovelha que viu lobo?
Apaixonei-me por ti, moça, dês que primeiro  (25)
vieste com mamãe colher flores de jacinto
da montanha, eu mostrando o caminho.
Ao vê-la, não posso, nem agora nem nunca,
parar de amar. Mas não te importas, nada, nada!
Sei, moça linda, porque foges; é por causa   (30)
da minha hirsuta sobrancelha em toda a testa,
enorme monocelha de orelha a orelha,
 com um olho só embaixo, e o meu nariz chato.
Mesmo sendo assim, apascento mil ovelhas,
delas ordenho e bebo ótimo leite; e queijo   (35)
é o que não falta, nem no verão, nem no outono,
nem no alto inverno: meus potes sempre estão cheios.
Na flauta, sou o melhor de todos os Ciclopes,
e canto a ti, minha maçã do amor, e a mim mesmo,
até tarde; além disso, crio onze corças     (40)
com estrelas na fronte e quatro filhotes de urso.
Então vem p’ra mim, não acharás nada mal,
e deixa o mar cerúleo rebentar na praia.
Mais doce noite passarás em minha gruta:
está lá o loureiro, lá o tenro cipreste,  (45)
 a hera escura, a videira de doces frutos
e a água fresca, que o bem arbóreo Etna
faz jorrar da alva neve, poção imortal.
Quem preferiria ter o mar e suas ondas?
Mas se te pareço mais hirsuto que devo,  (50)
lenha de árvore e insone fogo hei sob as cinzas,
e aguentaria até se queimasses minha alma
e  meu olho, um só, o que me há de mais doce...
ai ai, porque mamãe não me gerou com brânquias?
Nadava até teu mar, e lhe beijava a mão  (55)
(se a boca não deixares), levava alvos lírios
ou a tenra papoula de pétalas rubras –
uma vem no verão, e a outra vem no inverno,
por isso é que não posso trazer ambas juntas.
E vou aprender já, mocinha, a nadar  (60)
co’ algum nauta estrangeiro que aqui aportar,
p’ra ver quão doce é morar no abismo do mar;
ah, se viesses, Galateia, e te esquecesses,
como eu aqui sentado, de voltar p’ra casa, 
ias gostar de pastorear comigo, ordenhar (65)
o leite e coalhar queijo com o coalho azedo;
Mamãe, só ela, não é justa e eu a culpo:
a meu respeito nunca disse coisas boas,
mesmo vendo-me definhar dia após dia;
direi que me latejam a cabeça e os pés, (70)
para que ela se doa, já que eu também me doo.
Ó Ciclope, Ciclope! Para onde teu juízo
voou? Se teus cestinhos trançasses, levasses
brotos aos anhos, recobravas teu juízo.
Munge a tua ovelha; por que buscas quem foge?(75)
Acharás uma igual a ela e outra melhor:
Muitas moças me chamam p’ra brincar à noite,
e todas dão risadinhas quando as escuto;
é óbvio que eu também sou alguém nessa terra!"

Assim Polifemo pastava o amor com música: (80)
vida mais fácil do que se gastasse ouro.

Tradução: Rafael Brunhara

Οὐδὲν ποττὸν ἔρωτα πεφύκει φάρμακον ἄλλο,
Νικία, οὔτ' ἔγχριστον, ἐμὶν δοκεῖ, οὔτ' ἐπίπαστον,
ἢ ταὶ Πιερίδες· κοῦφον δέ τι τοῦτο καὶ ἁδύ
γίνετ' ἐπ' ἀνθρώποις, εὑρεῖν δ' οὐ ῥᾴδιόν ἐστι. (5)
γινώσκειν δ' οἶμαί τυ καλῶς ἰατρὸν ἐόντα
καὶ ταῖς ἐννέα δὴ πεφιλημένον ἔξοχα Μοίσαις.
οὕτω γοῦν ῥάιστα διᾶγ' ὁ Κύκλωψ ὁ παρ' ἁμῖν,
ὡρχαῖος Πολύφαμος, ὅκ' ἤρατο τᾶς Γαλατείας,
ἄρτι γενειάσδων περὶ τὸ στόμα τὼς κροτάφως τε. (10)
ἤρατο δ' οὐ μάλοις οὐδὲ ῥόδῳ οὐδὲ κικίννοις,
ἀλλ' ὀρθαῖς μανίαις, ἁγεῖτο δὲ πάντα πάρεργα.
πολλάκι ταὶ ὄιες ποτὶ τωὔλιον αὐταὶ ἀπῆνθον
χλωρᾶς ἐκ βοτάνας· ὃ δὲ τὰν Γαλάτειαν ἀείδων
αὐτὸς ἐπ' ἀιόνος κατετάκετο φυκιοέσσας (15)
ἐξ ἀοῦς, ἔχθιστον ἔχων ὑποκάρδιον ἕλκος,
Κύπριδος ἐκ μεγάλας τό οἱ ἥπατι πᾶξε βέλεμνον.
ἀλλὰ τὸ φάρμακον εὗρε, καθεζόμενος δ' ἐπὶ πέτρας
ὑψηλᾶς ἐς πόντον ὁρῶν ἄειδε τοιαῦτα·

Ὦ λευκὰ Γαλάτεια, τί τὸν φιλέοντ' ἀποβάλλῃ, (20)
λευκοτέρα πακτᾶς ποτιδεῖν, ἁπαλωτέρα ἀρνός,
μόσχω γαυροτέρα, φιαρωτέρα ὄμφακος ὠμᾶς;
φοιτῇς δ' αὖθ' οὕτως ὅκκα γλυκὺς ὕπνος ἔχῃ με,
οἴχῃ δ' εὐθὺς ἰοῖσ' ὅκκα γλυκὺς ὕπνος ἀνῇ με,
φεύγεις δ' ὥσπερ ὄις πολιὸν λύκον ἀθρήσασα; (25)
ἠράσθην μὲν ἔγωγε τεοῦς, κόρα, ἁνίκα πρᾶτον
ἦνθες ἐμᾷ σὺν ματρὶ θέλοισ' ὑακίνθινα φύλλα
ἐξ ὄρεος δρέψασθαι, ἐγὼ δ' ὁδὸν ἁγεμόνευον.
παύσασθαι δ' ἐσιδών τυ καὶ ὕστερον οὐδ' ἔτι πᾳ νῦν
ἐκ τήνω δύναμαι· τὶν δ' οὐ μέλει, οὐ μὰ Δί' οὐδέν. (30)
γινώσκω, χαρίεσσα κόρα, τίνος οὕνεκα φεύγεις·
οὕνεκά μοι λασία μὲν ὀφρὺς ἐπὶ παντὶ μετώπῳ
ἐξ ὠτὸς τέταται ποτὶ θώτερον ὦς μία μακρά,
εἷς δ' ὀφθαλμὸς ὕπεστι, πλατεῖα δὲ ῥὶς ἐπὶ χείλει.
ἀλλ' οὗτος τοιοῦτος ἐὼν βοτὰ χίλια βόσκω, (35)
κἠκ τούτων τὸ κράτιστον ἀμελγόμενος γάλα πίνω·
τυρὸς δ' οὐ λείπει μ' οὔτ' ἐν θέρει οὔτ' ἐν ὀπώρᾳ,
οὐ χειμῶνος ἄκρω· ταρσοὶ δ' ὑπεραχθέες αἰεί.
συρίσδεν δ' ὡς οὔτις ἐπίσταμαι ὧδε Κυκλώπων,
τίν, τὸ φίλον γλυκύμαλον, ἁμᾷ κἠμαυτὸν ἀείδων (40)
πολλάκι νυκτὸς ἀωρί. τράφω δέ τοι ἕνδεκα νεβρώς,
πάσας μαννοφόρως, καὶ σκύμνως τέσσαρας ἄρκτων.
ἀλλ' ἀφίκευσο ποθ' ἁμέ, καὶ ἑξεῖς οὐδὲν ἔλασσον,
τὰν γλαυκὰν δὲ θάλασσαν ἔα ποτὶ χέρσον ὀρεχθεῖν·
ἅδιον ἐν τὤντρῳ παρ' ἐμὶν τὰν νύκτα διαξεῖς. (45)
ἐντὶ δάφναι τηνεί, ἐντὶ ῥαδιναὶ κυπάρισσοι,
ἔστι μέλας κισσός, ἔστ' ἄμπελος ἁ γλυκύκαρπος,
ἔστι ψυχρὸν ὕδωρ, τό μοι ἁ πολυδένδρεος Αἴτνα
λευκᾶς ἐκ χιόνος ποτὸν ἀμβρόσιον προΐητι.
τίς κα τῶνδε θάλασσαν ἔχειν καὶ κύμαθ' ἕλοιτο; (50)
αἰ δέ τοι αὐτὸς ἐγὼν δοκέω λασιώτερος ἦμεν,
ἐντὶ δρυὸς ξύλα μοι καὶ ὑπὸ σποδῷ ἀκάματον πῦρ·
καιόμενος δ' ὑπὸ τεῦς καὶ τὰν ψυχὰν ἀνεχοίμαν
καὶ τὸν ἕν' ὀφθαλμόν, τῶ μοι γλυκερώτερον οὐδέν.
ὤμοι, ὅτ' οὐκ ἔτεκέν μ' ἁ μάτηρ βράγχι' ἔχοντα,(55)
ὡς κατέδυν ποτὶ τὶν καὶ τὰν χέρα τεῦς ἐφίλησα,
αἰ μὴ τὸ στόμα λῇς, ἔφερον δέ τοι ἢ κρίνα λευκά
ἢ μάκων' ἁπαλὰν ἐρυθρὰ πλαταγώνι' ἔχοισαν·
ἀλλὰ τὰ μὲν θέρεος, τὰ δὲ γίνεται ἐν χειμῶνι,
ὥστ' οὔ κά τοι ταῦτα φέρειν ἅμα πάντ' ἐδυνάθην. (60)
νῦν μάν, ὦ κόριον, νῦν αὐτίκα νεῖν γε μαθεῦμαι,
αἴ κά τις σὺν ναῒ πλέων ξένος ὧδ' ἀφίκηται,
ὡς εἰδῶ τί ποχ' ἁδὺ κατοικεῖν τὸν βυθὸν ὔμμιν.
ἐξένθοις, Γαλάτεια, καὶ ἐξενθοῖσα λάθοιο,
ὥσπερ ἐγὼ νῦν ὧδε καθήμενος, οἴκαδ' ἀπενθεῖν· (65)
ποιμαίνειν δ' ἐθέλοις σὺν ἐμὶν ἅμα καὶ γάλ' ἀμέλγειν
καὶ τυρὸν πᾶξαι τάμισον δριμεῖαν ἐνεῖσα.
ἁ μάτηρ ἀδικεῖ με μόνα, καὶ μέμφομαι αὐτᾷ·
οὐδὲν πήποχ' ὅλως ποτὶ τὶν φίλον εἶπεν ὑπέρ μευ,
καὶ ταῦτ' ἆμαρ ἐπ' ἆμαρ ὁρεῦσά με λεπτύνοντα. (70)
φασῶ τὰν κεφαλὰν καὶ τὼς πόδας ἀμφοτέρως μευ
σφύσδειν, ὡς ἀνιαθῇ, ἐπεὶ κἠγὼν ἀνιῶμαι.
ὦ Κύκλωψ Κύκλωψ, πᾷ τὰς φρένας ἐκπεπότασαι;
αἴ κ' ἐνθὼν ταλάρως τε πλέκοις καὶ θαλλὸν ἀμάσας
ταῖς ἄρνεσσι φέροις, τάχα κα πολὺ μᾶλλον ἔχοις νῶν. (75)
τὰν παρεοῖσαν ἄμελγε· τί τὸν φεύγοντα διώκεις;
εὑρησεῖς Γαλάτειαν ἴσως καὶ καλλίον' ἄλλαν.
πολλαὶ συμπαίσδεν με κόραι τὰν νύκτα κέλονται,
κιχλίζοντι δὲ πᾶσαι, ἐπεί κ' αὐταῖς ὑπακούσω.
δῆλον ὅτ' ἐν τᾷ γᾷ κἠγών τις φαίνομαι ἦμεν.


Οὕτω τοι Πολύφαμος ἐποίμαινεν τὸν ἔρωτα (80)
μουσίσδων, ῥᾷον δὲ διᾶγ' ἢ εἰ χρυσὸν ἔδωκεν






[1] No original, “Piérides”, Deusas Musas habitantes da Piéria.
[2] Assim como rosas, oferecer como presente maçãs ou um cachinho de cabelo era comum entre os namorados; segundo Dover (em Theocritus: selected poems, 1971, p. 175), no ato de oferecer um fio de cabelo estava implícita a ideia de que os amantes colocavam-se um sobre o poder do outro – uma vez que este poderia ser utilizado magicamente (ver Idílio 2, v.53 ss.).