ἀγνοι̣σ̣..σ̣βιότοις..ις ὀ τάλαις ἔγω
ζώω μοῖραν ἔχων ἀγροϊωτίκαν
ἰμέρρων ἀγόρας ἄκουσαι
⸏καρ̣υ̣[ζο]μένας ὦγεσιλαΐδα
αὶ β̣[ό]λ̣λ̣ας· τὰ πάτηρ καὶ πάτερος πάτηρ
κα..[.].ηρας ἔχοντες πεδὰ τωνδέων
τὼν [ἀ]λλαλοκάκων πολίτ̣αν
⸏ἔ.[..ἀ]πὺ τούτων ἀπελήλαμαι
φεύγων ἐσχατίαισ', ὠς δ' Ὀνυμακλέης
ἔ̣ν̣θα[δ'] ο̣ἶος ἐοίκησα λυκαιμίαις
.[ ]ον [π]ό̣λεμον· στάσιν γὰρ
⸏πρὸς κρ.[....].οὐκ ἄμεινον ὀννέλην·
.].[...].[..]. μακάρων ἐς τέμ[ε]νος θέων
ἐοι̣[.....].ε̣[.]αίνας ἐπίβαις χθόνος
χλι.[.].[.].[.]ν̣ συνόδοισί μ' αὔταις
⸏οἴκημ<μ>ι κ[ά]κων ἔκτος ἔχων πόδας,
ὄππαι Λ[εσβί]αδες κριννόμεναι φύαν
πώλεντ' ἐλκεσίπεπλοι, περὶ δὲ βρέμει
ἄχω θεσπεσία γυναίκων
⸏ἴρα[ς ὀ]λολύγας ἐνιαυσίας
[ ].[´̣].[.].ἀπ̣ὺ πόλλ̣ω̣ν .ότα δὴ θέοι
[ ].[ ´]σ̣κ̣...ν Ὀλ̣ύ̣μ̣πιοι
Puras...vidas...ó, pobre de mim,
vivo a sorte de um rústico,
desejando ouvir a convocação
da assembleia, ó Agesilaída
e do conselho. Coisas que meu pai e o pai do pai
tiveram até a velhice com esses
cidadãos que se entre-destroem,
delas eu fui banido
fugindo para os confins; como Onômacles,
aqui, sozinho, morei na toca dos lobos
(foragido?) da guerra. Pois sedição
contra...não é melhor (repelir?)
No santuário dos venturosos deuses
(vivi?), palmilhei a terra negra,
....em seus encontros...
Vivo bem longe dos problemas
onde as lésbias no julgamento da beleza
desfilam arrastando os vestidos, e em volta freme
o eco divino das mulheres,
o sagrado alarido das mulheres, ano a ano...
...longe de muitos um dia os deuses...
... Os olímpios...
[Tradução: Rafael Brunhara]
terça-feira, fevereiro 05, 2019
domingo, janeiro 20, 2019
Cláudio Manoel da Costa (1729-1789) - Soneto II
Leia a posteridade, ó pátrio Rio,
Em meus versos teu nome celebrado,
Porque vejas uma hora despertado
O sono vil do esquecimento frio.
Não vês nas tuas margens o sombrio,
Fresco assento de um álamo copado;
Não vês Ninfa cantar, pastar o gado,
Na tarde clara do calmoso estio.
Turvo, banhando as pálidas areias,
Nas porções do riquíssimo tesouro,
O vasto campo da ambição recreias.
Que de seus raios o Planeta louro
Enriquecendo o influxo em tuas veias
Quanto em chamas fecunda, brota em ouro.
Em meus versos teu nome celebrado,
Porque vejas uma hora despertado
O sono vil do esquecimento frio.
Não vês nas tuas margens o sombrio,
Fresco assento de um álamo copado;
Não vês Ninfa cantar, pastar o gado,
Na tarde clara do calmoso estio.
Turvo, banhando as pálidas areias,
Nas porções do riquíssimo tesouro,
O vasto campo da ambição recreias.
Que de seus raios o Planeta louro
Enriquecendo o influxo em tuas veias
Quanto em chamas fecunda, brota em ouro.
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Cláudio Manuel da Costa
sábado, janeiro 19, 2019
Heine em tradução - Gonçalves Dias, Manuel Bandeira, Mário de Andrade
Du schönes Fischermädchen
Treibe das Kahn ans land;
Komm zu mir und setze dich nieder,
Wir kosen, Hand in Hand.
Leg'an mein Herz dein Kopfchen
Und furcht dich nicht so sehr
Vertraust du dich doch sorglos
Täglich dem wilden Meer!
Mein Herz gleicht dem Meere,
Hat Sturm und Ebb und Flut,
Und mache schöne Perle
I seiner Tiefe ruht.
Tradução de Gonçalves Dias:
Vem, ó bela gondoleira!
Ferra a vela, - junto a mim
Te assenta...Quero as mãos dadas,
E conversemos assim.
Põe ao meu peito a cabeça.
Não tens de que recear.
Que sem temor, cada dia,
Te fias do crespo mar!
Minha alma semelha o pego,
Tem maré, tormenta e onda;
Mas finas pérolas encontra
Nos seus abismos a sonda.
Tradução de Manuel Bandeira:
Vem, linda peixeirinha,
Trégua aos anzóis e aos remos!
Senta-te aqui comigo,
Mãos dadas conversemos.
Inclina a cabecinha
E não temas assim:
Não te fias do oceano?
Pois fia-te de mim!
Minh'alma, como o oceano,
Tem tufões, correntezas,
E muitas lindas pérolas
Jazem nas profundezas.
Tradução de Mário de Andrade:
Peixeira linda,
do barco vem;
Senta a meu lado,
Chega-te bem.
Ouves meus peito?
Porque assustar!
Pois não te fias
Ao diário mar?
Como ele, eu tenho
Maré e tufão,
Mas fundas pérolas
No coração.
Treibe das Kahn ans land;
Komm zu mir und setze dich nieder,
Wir kosen, Hand in Hand.
Leg'an mein Herz dein Kopfchen
Und furcht dich nicht so sehr
Vertraust du dich doch sorglos
Täglich dem wilden Meer!
Mein Herz gleicht dem Meere,
Hat Sturm und Ebb und Flut,
Und mache schöne Perle
I seiner Tiefe ruht.
Tradução de Gonçalves Dias:
Vem, ó bela gondoleira!
Ferra a vela, - junto a mim
Te assenta...Quero as mãos dadas,
E conversemos assim.
Põe ao meu peito a cabeça.
Não tens de que recear.
Que sem temor, cada dia,
Te fias do crespo mar!
Minha alma semelha o pego,
Tem maré, tormenta e onda;
Mas finas pérolas encontra
Nos seus abismos a sonda.
Tradução de Manuel Bandeira:
Vem, linda peixeirinha,
Trégua aos anzóis e aos remos!
Senta-te aqui comigo,
Mãos dadas conversemos.
Inclina a cabecinha
E não temas assim:
Não te fias do oceano?
Pois fia-te de mim!
Minh'alma, como o oceano,
Tem tufões, correntezas,
E muitas lindas pérolas
Jazem nas profundezas.
Tradução de Mário de Andrade:
Peixeira linda,
do barco vem;
Senta a meu lado,
Chega-te bem.
Ouves meus peito?
Porque assustar!
Pois não te fias
Ao diário mar?
Como ele, eu tenho
Maré e tufão,
Mas fundas pérolas
No coração.
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