Du schönes Fischermädchen
Treibe das Kahn ans land;
Komm zu mir und setze dich nieder,
Wir kosen, Hand in Hand.
Leg'an mein Herz dein Kopfchen
Und furcht dich nicht so sehr
Vertraust du dich doch sorglos
Täglich dem wilden Meer!
Mein Herz gleicht dem Meere,
Hat Sturm und Ebb und Flut,
Und mache schöne Perle
I seiner Tiefe ruht.
Tradução de Gonçalves Dias:
Vem, ó bela gondoleira!
Ferra a vela, - junto a mim
Te assenta...Quero as mãos dadas,
E conversemos assim.
Põe ao meu peito a cabeça.
Não tens de que recear.
Que sem temor, cada dia,
Te fias do crespo mar!
Minha alma semelha o pego,
Tem maré, tormenta e onda;
Mas finas pérolas encontra
Nos seus abismos a sonda.
Tradução de Manuel Bandeira:
Vem, linda peixeirinha,
Trégua aos anzóis e aos remos!
Senta-te aqui comigo,
Mãos dadas conversemos.
Inclina a cabecinha
E não temas assim:
Não te fias do oceano?
Pois fia-te de mim!
Minh'alma, como o oceano,
Tem tufões, correntezas,
E muitas lindas pérolas
Jazem nas profundezas.
Tradução de Mário de Andrade:
Peixeira linda,
do barco vem;
Senta a meu lado,
Chega-te bem.
Ouves meus peito?
Porque assustar!
Pois não te fias
Ao diário mar?
Como ele, eu tenho
Maré e tufão,
Mas fundas pérolas
No coração.
sábado, janeiro 19, 2019
sábado, dezembro 15, 2018
CONVOCAÇÃO A DIONISO - Bakkhai, vv.73-87 [1a estrofe]
[CORO DE BACANTES]:
Ó venturoso, quem feliz
conhece ritos de Deuses,
consagra a vida
e no tíaso põe a alma,
é bacante nas montanhas
em sacras purgações!
Mistérios da grande mãe
Cíbele são a lei,
o tirso agita no alto,
em hera coroado
cultua Baco!
Avante, Bacas, avante!
Brômio o Deus filho de Deus,
Dioniso, trazei
dos montes da Frígia às amplas
ruas da Grécia, Brômio!
ὦ μάκαρ, ὅστις εὐδαίμων
τελετὰς θεῶν εἰδὼς
βιοτὰν ἁγιστεύει
καὶ θιασεύεται ψυχὰν
ἐν ὄρεσσι βακχεύων
ὁσίοις καθαρμοῖσιν,
τά τε ματρὸς μεγάλας ὄρ-
για Κυβέλας θεμιτεύων
ἀνὰ θύρσον τε τινάσσων
κισσῶι τε στεφανωθεὶς
Διόνυσον θεραπεύει.
ἴτε βάκχαι, ἴτε βάκχαι,
Βρόμιον παῖδα θεὸν θεοῦ
Διόνυσον κατάγουσαι
Φρυγίων ἐξ ὀρέων Ἑλ-
λάδος εἰς εὐρυχόρους ἀ-
γυιάς, τὸν Βρόμιον·
Trad. Rafael Brunhara
Marcadores:
Eurípides
quarta-feira, dezembro 05, 2018
Xenófanes, fr. 15 D-K
ἀλλ' εἰ χεῖρας ἔχον βόες <ἵπποι τ'> ἠὲ λέοντες
ἢ γράψαι χείρεσσι καὶ ἔργα τελεῖν ἅπερ ἄνδρες,
ἵπποι μέν θ' ἵπποισι, βόες δέ τε βουσὶν ὁμοίας
καί <κε> θεῶν ἰδέας ἔγραφον καὶ σώματ' ἐποίουν
τοιαῦθ', οἷόν περ καὐτοὶ δέμας εἶχον <ἕκαστοι>.
Mas se mãos tivessem os bois <cavalos> e leões
ou pudessem desenhar com as mãos e fazer obras como os homens,
então os cavalos, símeis a cavalos, e bois, símeis a bois
desenhariam as formas dos deuses e comporiam seus corpos
tal e qual o porte que <cada um deles> tem.
Trad. Rafael Brunhara
ἢ γράψαι χείρεσσι καὶ ἔργα τελεῖν ἅπερ ἄνδρες,
ἵπποι μέν θ' ἵπποισι, βόες δέ τε βουσὶν ὁμοίας
καί <κε> θεῶν ἰδέας ἔγραφον καὶ σώματ' ἐποίουν
τοιαῦθ', οἷόν περ καὐτοὶ δέμας εἶχον <ἕκαστοι>.
Mas se mãos tivessem os bois <cavalos> e leões
ou pudessem desenhar com as mãos e fazer obras como os homens,
então os cavalos, símeis a cavalos, e bois, símeis a bois
desenhariam as formas dos deuses e comporiam seus corpos
tal e qual o porte que <cada um deles> tem.
Trad. Rafael Brunhara
Marcadores:
Xenófanes
Assinar:
Postagens (Atom)