Sou um cadáver; um cadáver é adubo, e adubo é a terra;
mas se a terra é um Deus, não sou cadáver, e sim um Deus.
sexta-feira, outubro 16, 2009
Focílides
Fr. 2 [Adrados]
Também isto é de Focílide: as classes de mulheres nasceram
destes quatro animais: da cadela, da abelha;
da terrível javalina, da égua de longa crina.
Esta é vigorosa, rápida, corredora, bela;
a que nasceu da terrível javalina, nem má, nem boa;
a da cadela, de gênio difícil e brava; a da abelha,
boa dona de casa e sabe trabalhar;
reza, caro amigo, para conseguir o desejável casamento com essa.
Fr. 3 [Adrados]
Também isto é de Focílide: que importa ser de origem nobre,
para aquele que a graça não acompanha nem nas palavras nem nas decisões?
Fr.4 [Adrados]
Também isto é de Focílide: uma pequena cidade, no cimo de um monte,
que vive bem governada, é mais forte que uma Nínive insensata.
Fr. 5 [Adrados]
Também isto é de Focílide: é preciso que o amigo com o amigo
medite em tudo o que os concidadãos murmurem.
Tradução de Daisi Malhadas e Maria Helena da Moura Neves
Também isto é de Focílide: as classes de mulheres nasceram
destes quatro animais: da cadela, da abelha;
da terrível javalina, da égua de longa crina.
Esta é vigorosa, rápida, corredora, bela;
a que nasceu da terrível javalina, nem má, nem boa;
a da cadela, de gênio difícil e brava; a da abelha,
boa dona de casa e sabe trabalhar;
reza, caro amigo, para conseguir o desejável casamento com essa.
Fr. 3 [Adrados]
Também isto é de Focílide: que importa ser de origem nobre,
para aquele que a graça não acompanha nem nas palavras nem nas decisões?
Fr.4 [Adrados]
Também isto é de Focílide: uma pequena cidade, no cimo de um monte,
que vive bem governada, é mais forte que uma Nínive insensata.
Fr. 5 [Adrados]
Também isto é de Focílide: é preciso que o amigo com o amigo
medite em tudo o que os concidadãos murmurem.
Tradução de Daisi Malhadas e Maria Helena da Moura Neves
sexta-feira, outubro 09, 2009
Aspiração
Já não queria a maternal adoração
que afinal nos exaure, e resplandece em pânico,
tampouco o sentimento de um achado precioso
como o de Catarina Kippenberg aos pés de Rilke.
E não queria o amor, sob disfarces tontos
da mesma ninfa desolada no seu ermo
e a constante procura de sede e não de linfa,
e não queria também a simples flor do sexo,
abscôndita, sem nexo, nas hospedarias do vento,
como ainda não quero a amizade geométrica
de almas que se elegeram numa seara orgulhosa,
imbricamento, talvez? de carências melancólicas.
Aspiro antes à fiel indiferença
mas pausada bastante para sustentar a vida
e, na sua indiscriminação de crueldade e diamante,
capaz de sugerir o fim sem a injustiça dos prêmios.
que afinal nos exaure, e resplandece em pânico,
tampouco o sentimento de um achado precioso
como o de Catarina Kippenberg aos pés de Rilke.
E não queria o amor, sob disfarces tontos
da mesma ninfa desolada no seu ermo
e a constante procura de sede e não de linfa,
e não queria também a simples flor do sexo,
abscôndita, sem nexo, nas hospedarias do vento,
como ainda não quero a amizade geométrica
de almas que se elegeram numa seara orgulhosa,
imbricamento, talvez? de carências melancólicas.
Aspiro antes à fiel indiferença
mas pausada bastante para sustentar a vida
e, na sua indiscriminação de crueldade e diamante,
capaz de sugerir o fim sem a injustiça dos prêmios.
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