Eu te dei asas com as quais sobre o imenso mar
voarás, e pela terra inteira, transportado
com rapidez; em todos os banquetes e festins estarás
presente, pousado entre os lábios de muitos.
Com liras harmônicas, rapazes
amáveis, com graça, em belas melodias
te cantarão. E quando, sob as profundezas da terra sombria,
desceres à morada lastimosa de Hades,
nunca, nem morto, perderás a fama, mas serás conhecido
entre os homens, sempre com nome imortal,
ó Cirno: percorrerás a terra grega e as ilhas,
atravessarás o mar piscoso e imenso,
não montado no dorso de cavalos, mas te conduzirá
o ilustre dom das Musas coroadas de violetas.
Tradução de Daisi Malhadas e Maria Helena da Moura Neves.
quarta-feira, setembro 17, 2008
quarta-feira, setembro 10, 2008
Calímaco - Epigrama 23
Disse: Sol, adeus! Assim Cleómbroto Ambraciota
jogou-se de alta muralha para o Hades.
Valor nenhum via na morte má. É que, de Platão,
um só livro (aquele sobre a alma) ele leu.
Tradução: Jacyntho Lins Brandão
jogou-se de alta muralha para o Hades.
Valor nenhum via na morte má. É que, de Platão,
um só livro (aquele sobre a alma) ele leu.
Tradução: Jacyntho Lins Brandão
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terça-feira, setembro 09, 2008
Nuvens, 1360-1377
ESTREPSÍADES:
Ah,eram essas mesmas palavras que ele
dizia lá dentro, afirmando que Simônides é mau
poeta. Eu, embora a custo, apesar de tudo,a princípio
contive-me. Depois mandei-o apanhar ao menos
um galho de mirto e recitar-me alguma
coisa de Ésquilo. E ele logo disse: "Pois
considero Ésquilo o maior poeta barulhento,
incoerente, empolado, criador de palavras
escarpadas..." Pensem então como meu coração
palpitou de raiva! Todavia, depois de engolir
a cólera, eu disse: "Bem, cante alguma coisa
desses modernos, algumas dessas belezas..." E ele
logo cantou uma passagem de Eurípides - livre-nos
Deus - sobre um irmão que violentou a própria
irmã...Não me contive mais, e logo acometi
com muitas palavras más e injuriosas. Daí
então, como era natural, opúnhamos palavra a
palavra. Depois, ele dá um salto, fere-me,
espanca-me, estrangula-me e acaba comigo!
Tradução: Gilda Maria Reale Starzynski. (ARISTÓFANES. As Nuvens. São Paulo: Difel. 1967.)
Ah,eram essas mesmas palavras que ele
dizia lá dentro, afirmando que Simônides é mau
poeta. Eu, embora a custo, apesar de tudo,a princípio
contive-me. Depois mandei-o apanhar ao menos
um galho de mirto e recitar-me alguma
coisa de Ésquilo. E ele logo disse: "Pois
considero Ésquilo o maior poeta barulhento,
incoerente, empolado, criador de palavras
escarpadas..." Pensem então como meu coração
palpitou de raiva! Todavia, depois de engolir
a cólera, eu disse: "Bem, cante alguma coisa
desses modernos, algumas dessas belezas..." E ele
logo cantou uma passagem de Eurípides - livre-nos
Deus - sobre um irmão que violentou a própria
irmã...Não me contive mais, e logo acometi
com muitas palavras más e injuriosas. Daí
então, como era natural, opúnhamos palavra a
palavra. Depois, ele dá um salto, fere-me,
espanca-me, estrangula-me e acaba comigo!
Tradução: Gilda Maria Reale Starzynski. (ARISTÓFANES. As Nuvens. São Paulo: Difel. 1967.)
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