Standing aloof in giant ignorance,
of thee i hear and the Cyclades,
As one who sits ashore and longs perchance,
to visit dolphin-coral in deep seas.
So thou was blind;- but then the veil was rent,
For Jove uncurtain'd heaven let thee live
And Neptune made for thee a spumy tent,
And Pan made sing for thee his forest-hive
Aye on the shores of darkness there is light,
and precipices show untrodden green,
there is a building morrow in midnight,
there is a triple sight in blindness keen;
such seeing hadst thou, as it once befel
to Dian, Queen of Earth and Heaven,and Hell.
John Keats
sábado, junho 07, 2008
quinta-feira, maio 29, 2008
Proêmio da Ilíada - Tradução de Elpino Duriense
Ó Deusa, do Peleio Aquiles canta
A fatal ira, que infinitas mágoas
Aos aquivos causou; e muitas almas
Valentes de heróis antes do tempo
Mandou ao Orco; e os corpos insepultos
Aos cães e as aves todas deu por pasto
(Assim de Jove o arbítrio se cumpria!)
Depois que desavindos se apartaram
Atrídes rei do povo e o divo Aquiles.
Tradução de Elpino Duriense in: Ensaios de traducções literaes, 1812.
A fatal ira, que infinitas mágoas
Aos aquivos causou; e muitas almas
Valentes de heróis antes do tempo
Mandou ao Orco; e os corpos insepultos
Aos cães e as aves todas deu por pasto
(Assim de Jove o arbítrio se cumpria!)
Depois que desavindos se apartaram
Atrídes rei do povo e o divo Aquiles.
Tradução de Elpino Duriense in: Ensaios de traducções literaes, 1812.
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quarta-feira, maio 28, 2008
Tomás Antonio Gonzaga - Lira XXVII
Alexandre, Marília, qual o rio
que engrossando no Inverno tudo arrasa,
na frente das coortes
cerca, vence, abrasa
as cidades mais fortes;
foi na glória das armas o primeiro;
morreu na flor dos anos e já tinha
vencido o mundo inteiro.
Mas este bom soldado, cujo nome
não há poder algum que não abata,
foi, Marília, somente
um ditoso pirata,
um salteador valente:
Se não tem uma fama baixa e escura,
foi por se pôr ao lado da injustiça
a insolente ventura.
O grande César, cujo nome voa,
à sua mesma pátria a fé quebranta;
na mão a espada toma.
oprime-lhe a garganta,
Já senhores a Roma.
Consegue ser herói por um delito:
se acaso não vencesse, então seria
um vil traidor proscrito.
O ser herói, Marília, não consiste
em queimar os impérios: move a guerra,
espalha o sangue humano
e despovoa a terra
também o mau tirano.
Consiste o ser herói em viver justo:
e tanto pode ser herói o pobre
como o maior Augusto.
Eu é que sou herói, Marília bela,
seguindo da virtude a honrosa estrada:
ganhei, ganhei um trono:
ah! não manchei a espada,
não o roubei ao dono!
Ergui-o no teu peito e nos teus braços,
e valem muito mais que o mundo inteiro
uns tão ditosos laços.
Aos bárbaros, injustos vencedores
atormentam remorsos e cuidados;
nem descansam seguros
nos palácios, cercados
de tropa e de altos muros.
E a quantos nos não mostra a sábia História,
a quem mudou o fado em negro opróbio
a mal ganhada glória!
Eu vivo, minha bela, sim, eu vivo
nos braços do descanso e mais do gosto:
quando estou acordado
contemplo no teu rosto,
de graças adornado;
se durmo, logo sonho e ali te vejo.
Ah! Nem desperto nem dormindo sobe
a mais o meu desejo!
que engrossando no Inverno tudo arrasa,
na frente das coortes
cerca, vence, abrasa
as cidades mais fortes;
foi na glória das armas o primeiro;
morreu na flor dos anos e já tinha
vencido o mundo inteiro.
Mas este bom soldado, cujo nome
não há poder algum que não abata,
foi, Marília, somente
um ditoso pirata,
um salteador valente:
Se não tem uma fama baixa e escura,
foi por se pôr ao lado da injustiça
a insolente ventura.
O grande César, cujo nome voa,
à sua mesma pátria a fé quebranta;
na mão a espada toma.
oprime-lhe a garganta,
Já senhores a Roma.
Consegue ser herói por um delito:
se acaso não vencesse, então seria
um vil traidor proscrito.
O ser herói, Marília, não consiste
em queimar os impérios: move a guerra,
espalha o sangue humano
e despovoa a terra
também o mau tirano.
Consiste o ser herói em viver justo:
e tanto pode ser herói o pobre
como o maior Augusto.
Eu é que sou herói, Marília bela,
seguindo da virtude a honrosa estrada:
ganhei, ganhei um trono:
ah! não manchei a espada,
não o roubei ao dono!
Ergui-o no teu peito e nos teus braços,
e valem muito mais que o mundo inteiro
uns tão ditosos laços.
Aos bárbaros, injustos vencedores
atormentam remorsos e cuidados;
nem descansam seguros
nos palácios, cercados
de tropa e de altos muros.
E a quantos nos não mostra a sábia História,
a quem mudou o fado em negro opróbio
a mal ganhada glória!
Eu vivo, minha bela, sim, eu vivo
nos braços do descanso e mais do gosto:
quando estou acordado
contemplo no teu rosto,
de graças adornado;
se durmo, logo sonho e ali te vejo.
Ah! Nem desperto nem dormindo sobe
a mais o meu desejo!
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