Das riquezas de Giges não cogito;
não nutro inveja; espanto não me causam
prodígios de Imortais; poder não quero:
dessas cousas distante a mente guardo.
Tradução: Aluízio Faria de Coimbra.
sexta-feira, fevereiro 15, 2008
sexta-feira, fevereiro 08, 2008
Safo 31 - Tradução de Elpino Duriense
Igual aos Deuses me parece aquele
Que defronte de ti se assenta, e te ouve
De perto docemente conversando,
Docemente sorrindo.
Isto no peito o coração me assombra,
Que depois que te eu vi, jamais me veio
Voz alguma à garganta, antes quebrada
A língua se entorpece,
Eis já de veia em veia sutil fogo
Lavrando vai: c'os olhos nada vejo;
E sinto de contínuo em meus ouvidos
um túrbido zumbido.
Geladas bagas por meu corpo correm,
Um frígido tremor me toma toda;
O rosto amarelece (*), e quase morta
Nem respirar já posso.
(*) Nota do tradutor: O texto diz: "Estou mais verde que a erva"; mas esta imagem por muito vulgar não sairia bem em nossa língua; como já notou o douto tradutor português de Longino, pelo que lhe substituímos o rosto amarelece, lembrando-nos da Eglóga X, dos Segadores de Ferreira, que nos diz na altepenúltima oitava: "A mão te treme, o rosto amarelece,"
Que defronte de ti se assenta, e te ouve
De perto docemente conversando,
Docemente sorrindo.
Isto no peito o coração me assombra,
Que depois que te eu vi, jamais me veio
Voz alguma à garganta, antes quebrada
A língua se entorpece,
Eis já de veia em veia sutil fogo
Lavrando vai: c'os olhos nada vejo;
E sinto de contínuo em meus ouvidos
um túrbido zumbido.
Geladas bagas por meu corpo correm,
Um frígido tremor me toma toda;
O rosto amarelece (*), e quase morta
Nem respirar já posso.
(*) Nota do tradutor: O texto diz: "Estou mais verde que a erva"; mas esta imagem por muito vulgar não sairia bem em nossa língua; como já notou o douto tradutor português de Longino, pelo que lhe substituímos o rosto amarelece, lembrando-nos da Eglóga X, dos Segadores de Ferreira, que nos diz na altepenúltima oitava: "A mão te treme, o rosto amarelece,"
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quinta-feira, fevereiro 07, 2008
Anacreonteia 35
Entre rosas, que apanhava,
O malfazejo Cupido
não viu uma abelha
E foi por ela mordido.
Mal que picado se viu,
Na tenra mão, entre dor,
Começou a levantar
Um magoado clamor.
Já correndo, e já voando,
A cândida mãe buscou;
"Ai morri, morri" - dizia -
"Ai mãe, teu filho expirou"
Olha bem; mordeu-me aqui
Pequena, alada serpente,
A que dá de abelha o nome,
Do campo a enganada gente.
Ela vendo, disse: "Ó filho,
Se isto tanta dor te faz,
Que sofrerão os que provam
os golpes, que tu lhes dás?"
[Tradução de Francisco Manuel Gomes da Silva Malhão]
O malfazejo Cupido
não viu uma abelha
E foi por ela mordido.
Mal que picado se viu,
Na tenra mão, entre dor,
Começou a levantar
Um magoado clamor.
Já correndo, e já voando,
A cândida mãe buscou;
"Ai morri, morri" - dizia -
"Ai mãe, teu filho expirou"
Olha bem; mordeu-me aqui
Pequena, alada serpente,
A que dá de abelha o nome,
Do campo a enganada gente.
Ela vendo, disse: "Ó filho,
Se isto tanta dor te faz,
Que sofrerão os que provam
os golpes, que tu lhes dás?"
[Tradução de Francisco Manuel Gomes da Silva Malhão]
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