sábado, dezembro 22, 2007

Canção do exílio facilitada

lá?

ah!



sabiá...

papá...

maná...

sofá...

sinhá...



cá?

bah!

Canção do exílio

Kennst du das Land, wo die Citronen blühen,
Im dunkeln die Gold-Orangen glühen,
Kennst du es wohl? — Dahin, dahin!
Möcht ich... ziehn


Goethe.

Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas tem mais flores,
Nossos bosques tem mais vida,
Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o sabiá.

Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar — sozinho, à noite -
Mais prazer encontro eu lá;

Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;

Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Coimbra - Julho de 1843



[Tradução da epígrafe: "Conheces o país onde os limões florescem/E laranjas de ouro acendem as folhagens?/[...]Conheces o país?/É onde, para onde/Eu quisera ir contigo, amado!Longe! Longe!" - Haroldo de Campos]

quinta-feira, dezembro 20, 2007

Arquíloco - Fr.2W

Com a lança eu alcanço
meu pão de cevada;
com a lança eu consigo
o meu vinho ismárico;
na lança apoiado
eu bebo esse vinho.

[Tradução de Péricles Eugênio da Silva Ramos]