Verânio, dos meus trinta mil amigos
primeiro para mim, tu então vieste
de volta a casa para os teus Penates,
os teus irmãos e a tua velha mãe?
Vieste. Ó mensageiros da alegria!
De novo são e salvo eu te verei
e te ouvirei contar, como costumas,
lugares, feitos e nações da Ibéria,
e te abraçando eu beijarei teus olhos
e a tua bela boca. Homens felizes,
que pode haver de mais feliz do que eu?
(Tradução de Francisco Achcar)
sexta-feira, maio 04, 2007
segunda-feira, abril 30, 2007
Marcial
Homem belo e de valor
queres, Cota, parecer:
mas um homem, sendo belo,
de valor não pode ser.
**********
Aqui lês dois versos bons,
três passáveis, mil ruins.
Não há outro modo, Avito:
Um livro se faz assim.
*********
Os versos que tu recitas
São sim, Fidentino, meus:
Mas como os recitas mal
Eles passam a ser teus.
*********
Você que franze os sobrolhos
e não me lê de bom grado
morra sempre de inveja,
sem nunca ser invejado.
*******
Que eu te recite meus versos,
me pedes quase a implorar.
Não quero, Célere, almejas
não ouvir, mas recitar.
**********
Dar a metade pro Lino
É bem melhor, na verdade,
do que tudo lhe emprestar.
Antes perder só metade.
*********
Tens costume quando metes
De cagar depois que acabas.
Policarmo, o que é que fazes
Quando é alguém que te enraba?
queres, Cota, parecer:
mas um homem, sendo belo,
de valor não pode ser.
**********
Aqui lês dois versos bons,
três passáveis, mil ruins.
Não há outro modo, Avito:
Um livro se faz assim.
*********
Os versos que tu recitas
São sim, Fidentino, meus:
Mas como os recitas mal
Eles passam a ser teus.
*********
Você que franze os sobrolhos
e não me lê de bom grado
morra sempre de inveja,
sem nunca ser invejado.
*******
Que eu te recite meus versos,
me pedes quase a implorar.
Não quero, Célere, almejas
não ouvir, mas recitar.
**********
Dar a metade pro Lino
É bem melhor, na verdade,
do que tudo lhe emprestar.
Antes perder só metade.
*********
Tens costume quando metes
De cagar depois que acabas.
Policarmo, o que é que fazes
Quando é alguém que te enraba?
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domingo, abril 29, 2007
Catulo, 69
Não fiques, Rufo, espantado
se não há nenhuma trouxa
que queira sob teu corpo
colocar a tenra coxa,
mesmo quando em tua lábia
ofereces de presente
tentações de um manto raro,
ou de pedras reluzentes.
É que corre por aí
um boato que te fode:
dizem que nos teus sovacos
habita um terrível bode.
E dele todas têm medo.
Não pasmes; é de amargar
a fera e nenhuma bela
com ela quer se se deitar.
Por isso ou põe fim à peste
para os narizes maldita,
ou pára de ficar pasmo
se a mulherada te evita.
(Tradução de José Dejalma Dezotti)
se não há nenhuma trouxa
que queira sob teu corpo
colocar a tenra coxa,
mesmo quando em tua lábia
ofereces de presente
tentações de um manto raro,
ou de pedras reluzentes.
É que corre por aí
um boato que te fode:
dizem que nos teus sovacos
habita um terrível bode.
E dele todas têm medo.
Não pasmes; é de amargar
a fera e nenhuma bela
com ela quer se se deitar.
Por isso ou põe fim à peste
para os narizes maldita,
ou pára de ficar pasmo
se a mulherada te evita.
(Tradução de José Dejalma Dezotti)
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