Quando morreres, hás-de jazer sem que haja no futuro
Memória de ti nem saudade. É que não tiveste parte
Nas rosas de Piéria. Invisível, andarás a esvoaçar
No Hades, entre os mortos impotentes.
Tradução: Maria Helena da Rocha Pereira.
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terça-feira, setembro 18, 2007
segunda-feira, setembro 10, 2007
Safo Fr.34
Em torno a silene esplêndida
os astros
recolhem sua forma lúcida
quando plena ela mais resplende
alta
argêntea
[Fr.34 LP]
Tradução: Haroldo de Campos
os astros
recolhem sua forma lúcida
quando plena ela mais resplende
alta
argêntea
[Fr.34 LP]
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Safo
domingo, maio 20, 2007
Safo - Ode a Anactória
Dizem: O renque de carros ou de soldados
ou de navios é sobre a terra negra
a suprema beleza. Digo: é aquilo que
se ama.
Muito fácil fazer isto compreensível
a todos: - Helena, a que superou
toda beleza de humanos, ao mais nobre
marido
deixou atrás e foi a Tróia num navio.
Nem da filha nem dos pais queridos
nada se recordou, mas seduziu-a
Cípris.
Nas mãos de Cípris, é maleável a mente.
Eros faz nosso pensamento revirar-se
leve e faz-me lembrar agora Anactória
longe.
Quisera eu ver o encanto de seu andar
e a luz brilhante de seu rosto,
não carros da Lídia ou guerreiros
com armas.
(Tradução de Jaa Torrano)
ou de navios é sobre a terra negra
a suprema beleza. Digo: é aquilo que
se ama.
Muito fácil fazer isto compreensível
a todos: - Helena, a que superou
toda beleza de humanos, ao mais nobre
marido
deixou atrás e foi a Tróia num navio.
Nem da filha nem dos pais queridos
nada se recordou, mas seduziu-a
Cípris.
Nas mãos de Cípris, é maleável a mente.
Eros faz nosso pensamento revirar-se
leve e faz-me lembrar agora Anactória
longe.
Quisera eu ver o encanto de seu andar
e a luz brilhante de seu rosto,
não carros da Lídia ou guerreiros
com armas.
(Tradução de Jaa Torrano)
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quinta-feira, maio 10, 2007
Safo - Hino a Afrodite
Afrodite imortal de faiscante trono
filha de Zeus tecelã de enganos peço-te:
a mim nem mágoa nem náusea domine
Senhora o ânimo
Mas aqui vem - se já uma vez
a minha voz ouvindo-a de longe
escutaste e do pai deixando a casa
áurea vieste
atrelado o carro. Belos te levavam
ágeis pássaros acima da terra negra
contínuas asas vibrando vindos do céu
através do ar,
e logo chegaram. Tu ó Venturosa
sorrindo no rosto imortal indagas
o que de novo sofri, a que de novo
te evoco,
o que mais desejo de ânimo louco
que aconteça. "Quem de novo convencerei
a acolher teu amor?" "Quem, Safo, te faz sofrer?"
"Se bem agora fuja, logo te perseguirá,
se bem teus dons recuse, virá te dar,
se bem não ame, logo amará - ainda que
ela não queira."
Vem junto a mim ainda agora, desfaz
o áspero pensar, perfaz quanto meu ânimo
anseia ver perfeito. E tu mesma - sê
minha aliada.
(Tradução de Jaa Torrano)
filha de Zeus tecelã de enganos peço-te:
a mim nem mágoa nem náusea domine
Senhora o ânimo
Mas aqui vem - se já uma vez
a minha voz ouvindo-a de longe
escutaste e do pai deixando a casa
áurea vieste
atrelado o carro. Belos te levavam
ágeis pássaros acima da terra negra
contínuas asas vibrando vindos do céu
através do ar,
e logo chegaram. Tu ó Venturosa
sorrindo no rosto imortal indagas
o que de novo sofri, a que de novo
te evoco,
o que mais desejo de ânimo louco
que aconteça. "Quem de novo convencerei
a acolher teu amor?" "Quem, Safo, te faz sofrer?"
"Se bem agora fuja, logo te perseguirá,
se bem teus dons recuse, virá te dar,
se bem não ame, logo amará - ainda que
ela não queira."
Vem junto a mim ainda agora, desfaz
o áspero pensar, perfaz quanto meu ânimo
anseia ver perfeito. E tu mesma - sê
minha aliada.
(Tradução de Jaa Torrano)
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sábado, maio 05, 2007
Safo
Parece-me par dos deuses
ser o homem que ante de ti
senta-se e de perto te ouve
a doce voz
e o riso desejoso. Sim isso
me atordoa o coração no peito:
tão logo te olho, nenhuma voz
me vem
mas calada a língua se quebra,
leve e sob a pele um fogo me corre,
com os olhos nada vejo, sobrezum-
bem os ouvidos
frio suor me envolve, tremo
toda tremor, mais verde que relva
estou, pouco me parece faltar-me
para a morte.
Mas tudo é ousável e sofrível...
(Tradução de Jaa Torrano)
ser o homem que ante de ti
senta-se e de perto te ouve
a doce voz
e o riso desejoso. Sim isso
me atordoa o coração no peito:
tão logo te olho, nenhuma voz
me vem
mas calada a língua se quebra,
leve e sob a pele um fogo me corre,
com os olhos nada vejo, sobrezum-
bem os ouvidos
frio suor me envolve, tremo
toda tremor, mais verde que relva
estou, pouco me parece faltar-me
para a morte.
Mas tudo é ousável e sofrível...
(Tradução de Jaa Torrano)
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