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terça-feira, dezembro 08, 2009

Eurípides: Antologia Grega (10.107)

Nenhum mortal é feliz sem que o deus queira assim.
Quanta desigualdade na sorte dos mortais!
Uns se saem bem na vida, outros porém que honram
os deuses passam por dolorosos infortúnios.


Tradução de José Paulo Paes

Fonte: PAES, J.P. Poemas da Antologia Grega ou Palatina.São Paulo: Companhia das Letras. 1995

Filodemo: Antologia Grega

7.222

Aqui jaz o corpo macio da luxuriosa Trigónion,
flor das Salmáquidas cultuadoras de Sabázio;
era-lhe grata a loquaz alegria do templo de Rea
e por ela tinha a mãe dos deuses grande afeto.
Nenhuma outra mulher amou assim os mistérios da Cípria
nem chegou tão perto dos encantos de Laís.
Faz brotar, pó sagrado, sobre a estela da que amava Baco,
não espinhos, mas cálices de violetas brancas.


11.30

Eu que outrora dava de cinco a nove, Afrodite, agora
mal dou uma do começo ao fim da noite;
isso que, ai de mim, jaz amiúde semimorto, aos poucos
vai perecendo. Que castigo de Térmero!
Oh, velhice, velhice, que hás de fazer mais tarde, quando
chegares, se já estou assim inerme?

Tradução de José Paulo Paes

Fonte: PAES, J.P. Poemas da Antologia Grega ou Palatina.São Paulo: Companhia das Letras. 1995

segunda-feira, dezembro 07, 2009

Calímaco: Antologia Grega

7.524

A. Jaz Caridas sob ti?
B. Sim, se for filho de Arima, o Cireneu.
A. Ei, Caridas, que tal aí embaixo?
C. Trevas só.
A. E quanto à volta?
C. Mentira.
A. E Plutão?
C. Um mito.
A. Então estamos fritos.
C. Crê no que te digo. Mas se queres algo de aprazível, há boi
barato no Hades.

12.43

Detesto o poema em série; tampouco me agrada o caminho
que leva muitos a várias direções.
Odeio também o amado a varejo, não bebo da fonte,
me aborrece tudo quanto seja público.
Lisânias, é um tesouro, um tesouro; mas antes de eu dizê-lo
claramente, um eco o faz: É de outro, é de outro".

Outra tradução (João Ângelo Oliva Neto)

12.102

Caçador, Epicides persegue nas montanhas toda
lebre e segue as pegadas das gazelas
pela geada e pela neve. Mas se alguém lhe diz:
"Eis um bicho ferido", não o quer.
Assim também o meu amor: perseguindo o que lhe foge,
deixa para trás o que jaz no chão.

12.118

Mil vezes me censura, Arquino, se eu buscar-te de meu grado;
mas, se mau grado meu, releva o açodamento:
amor e vinho forte compeliram-me, um com me empolgar,
outro com tirar-me sobriedade ao espírito.
Aqui chegado, não gritei quem sou nem de quem sou; beijei
tão-só os umbrais; se isso é erro, então errei.

12.139

Existe sim, eu juro por Pã e por Dioniso,
um fogo escondido debaixo das cinzas;
desconfio de mim. Não me abraces; muitas vezes,
rio calmo rói o muro pela base.
Temo pois, Menexeno, que entrando em mim, silente,
este furtivo me atire para o amor.

13.7

Menoítas, o líctio, ofereceu suas armas
com estas palavras: eis meu arco e meus carcás,
Serápis, mas as flechas têm-nas os hesperídios.

Tradução de José Paulo Paes.

Fonte: Poemas da Antologia Grega ou Palatina. SP: Cia das letras, 1995.

Agatias Escolástico: Antologia grega

1.38 (Sobre o nascimento de Cristo)

É o céu esta manjedoura, maior que o próprio céu.
O céu é obra das mãos deste recém-nascido.

1.39 (Sobre os pastores e os anjos)

Uma só dança, uma só canção, para os homens e os anjos,
pois homem e Deus se fizeram um só.

5.302

Qual o caminho do amor? Nas ruas hás de lamentar
a louca paixão da cortesã por ouro e luxo.
Se te acercares do leito da donzela, um casamento
legal te espera, ou a punição dos sedutores.
Quem suportaria, por dever, excitar os insípidos
ardores daquela a quem se uniu em matrimônio?
Pior é o leito adúltero que nada tem de amor,
tão pecaminoso quanto o gosto por meninos.
A viúva impudica, que bem conhece as artes todas
da lascívia, toma por amante qualquer um.
Com relutância é que a pudica se entrega, para logo,
picada pelo aguilhão de impiedoso remorso,
odiar seu ato; um resto de pudor fá-la afastar-se
até que um aviso ponha fim à ligação.
Se te juntares à tua própria serva, então resigna-te
a trocar de papel e ser escravo da escrava.
Se ela for de outrem, a lei te imporá o labéu que despista
ultraje cometido contra ser de outro dono.
Diógenes evitou tudo isso cantando himeneu
com sua própria mão, sem precisar de Laís.

9.642 (Sobre uma privada pública num subúrbio de Esmirna)

Os manjares dos mortais, seus pratos caros e seletos,
perdem todos, aqui, o atrativo que tinham.
Os peixes e faisões, os condimentos moídos em gral,
tantos quitutes numerosos e variados,
aqui se tornam excremento: o ventre expulsa
tudo quanto engoliu a goela faminta.
Por fim reconhece o homem que, em seu alvitre insensato,
comprou, a peso de ouro, um punhado de pó.

Tradução de José Paulo Paes

Fonte: Poemas da Antologia Grega ou Palatina. São Paulo: Companhia das Letras, 1995

Meleagro de Gádara: Antologia Grega

5.57

Se queimares muitas vezes minha alma já crestada, Eros
cruel, ela fugirá: também tem asas.

12.60

Se vejo Tero, estou vendo tudo; e se vejo tudo
mas não Tero, aí não estou vendo nada.

12.86

Mulher, a Cípria acende a chama da paixão por mulheres;
mas a paixão por machos governa-a o próprio Eros.
Para onde inclinar-me: o menino ou a mãe? Tenho por certo
que a mesma Cípria dirá: "Vence o guri audaz".

12. 114

Salve, Estrela mensageira da manhã; que possas, Ésper,
voltar logo trazendo o que levaste embora.

Tradução: José Paulo Paes

Fonte: Poemas da Antologia Grega ou Palatina. SP: Cia das Letras. 1995

sábado, dezembro 05, 2009

Posídipo (Antologia Grega)

9.359

Que senda seguir vida afora? Na praça do mercado,
disputas e negócios difíceis; em casa,
preocupações; no campo, fadigas de sobra; no mar,
assombro; no estrangeiro, se tens algo, alarma;
se estás mal de vida, aflição. És casado? Não te faltam
cuidados. Não o és? Vives muito sozinho.
Filhos dão trabalho; sem eles, a vida se mutila;
a juventude é tola e a velhice fraca.
Há, pois, só uma escolha entre duas opções: ou não nascer
jamais ou morrer logo após o nascimento.

12.120


Estou bem armado e, embora mortal, vou te combater
sem pedir quartel; tu, Eros, não me ataques mais.
Se me achares ébrio, leva-me preso, mas estando eu
sóbrio, terei a razão em armas contra ti.

Tradução: José Paulo Paes
Fonte: Poemas da Antologia Grega ou Palatina. SP: Cia das Letras. 1995

As Máximas dos Sete Sábios (Antologia Grega, 9.366)

Dos sete sábios direi o nome, a cidade e a sentença.
A medida é o melhor, disse Cleóbulo de Lidos;
Quílon, da vácua Lacônia: conhece-te a ti mesmo;
Periandro, que em Corinto morou: dominar a cólera;
Pítaco, natural de Mitilene: em excesso, nada;
Sólon, da sagrada Atenas: olha para o fim da vida;
maus, na maioria, os homens, disse Bias de Priene;
e Tales de Mileto advertiu: receia a segurança.

Tradução: José Paulo Paes.

Fonte: Poemas da Antologia Grega ou Palatina. São Paulo: Companhia das Letras. 1995

Paulo Silenciário - Antologia Grega

5.252
Atiremos longe nossas túnicas e, nus nós dois,
entrelacemos, bela, nossos membros nus.
Que não haja nada de permeio: um muro de Semíramis
me parece o tecido mais ligeiro em ti.
Que se juntem nossos peitos, nossos lábios, e em silêncio
passe o resto: eu abomino boca tagarela.

5.258

Tuas rugas, Filina, são preferíveis à seiva toda
da juventude; desejo ter em minhas mãos
antes os teus pomos pensos sob o peso dos cachos que
os seios em riste de uma donzela qualquer.
Teu outono é melhor que a primavera de outras, e há mais
calor em teu inverno do que no estio delas.

5.272

Boca unida à boca, tenho os seios em minhas mãos
e lhe devoro em fúria o alvíssimo pescoço.
Porém não é minha ainda toda essa Afrodite; insisto
em persegui-la, à virgem que me nega o leito.
É que ela deu-se, metade à Páfia, a outra metade a Atena:
eu, no meio das duas, vou me consumindo.

Tradução: José Paulo Paes
Fonte: Poemas da Antologia Grega ou Palatina, São Paulo: Companhia das Letras, 1995

Antologia Grega - Anite

7.190

Para o seu gafanhoto, rouxinol dos campos, e a sua
cigarra das árvores, fez Miro um duplo túmulo
e o regou com lágrimas de menina: pois o cruel Hades
levou-lhe embora os dois bichinhos de estimação.

7:538


Vivo, este homem era Manes, um escravo; morto,
vale agora o mesmo que o grande Dario.


Tradução: José Paulo Paes

Fonte: Poemas da Antologia Grega ou Palatina, São Paulo: Companhia das Letras. 1995.

terça-feira, fevereiro 17, 2009

Antologia Grega: Paladas de Alexandria

1.
Só isso, a vida: um instante de prazer. Para longe, mágoas.
Se é tão breve a existência dos homens, que venha Baco
com as suas danças, coroas de flores, mulheres.
Hoje eu quero ser feliz - ninguém sabe nada do amanhã. (5.72)

2.

Fortuna que retalhaste sempre a vida,
desnaturando-lhe o vinho sem mistura,
agora que taverneira, não mais deusa,
te dedicas a misturar e a servir,
tens ofício mais conforme ao teu caráter. (9,180)

3.
Ouro, pai dos aduladores,filho da aflição e do cuidado,
não te possuir dá medo e possuir-te aflição. (9.394).

4.
Admirou-me ver, nas encruzilhadas, o brônzeo filho
de Zeus, tão invocado outrora, ora por terra,
e irado exclamei: "Oh trilunar que nos guarda dos males
e nunca foste derrotado, hoje tombaste".
Mas de noite, ao pé do leito, Héracles disse-me a sorrir:
"Embora deus, aprendi a sujeitar-me aos tempos". (9.441)

5.
A filha do gramático ajuntou-se e teve uma criança
do gênero masculino, feminino e neutro. (9.489)

6.
Muita coisa pode acontecer entre o cálice e o lábio. (10.32).

7.

Se lembrares, homem, como foste por teu pai gerado,
esquecerás as idéias de grandeza.
Platão, o sonnhador, encheu tua cabeça de empáfia
ao te chamar de imortal, planta celeste.
De barro és feito; por que a presunção? Só fala assim
quem se compraz em fingimentos vistosos.
Mas se buscas a verdade, recorda que vieste de um
ato de luxúria e de uma gota suja. (10.45)

8.
A inveja, segundo Píndaro, é melhor que a compaixão;
os invejados levam uma vida esplêndida,
enquanto aos desgraçados lamentamos. Mas eu não queria
ser rico por demais nem motivo de pena.
O meio termo é ideal, pois a opulência extremada
traz perigos e a extremada penúria insultos. (10.51)

9.
Vim nu à terra e nu irei para debaixo dela.
Por que canseiras vãs se o fim é só nudez? (10.58)

10.

A espera da morte é causa de aflição dolorosa;
dela se poupa o mortal quando perece.
Por conseguinte, não lamentes quem desta vida se foi:
além da morte não existe mais dor. (10.59)

11.

Enriqueces; e daí? Quando morreres, a riqueza por acaso
te seguirá ao te arrastarem para o túmulo?
No juntá-la gastaste o teu tempo de vida; não poderias
pagar por ela preço mais exorbitante. (10.60)

12.
Navegação perigosa, a vida: em meio às tempestades,
somos às vezes mais de lastimar que náufragos.
Tendo como piloto de nossas vidas a Fortuna,
incertamente é que vogamos no mar alto;
uns fazem boa viagem, outros ao contrário, mas
todos chegam ao mesmo porto sob a terra (10.65).

13.
Um palco, a vida, e uma comédia; ou aprendes a dançar, deixando
a sisudez de lado, ou lhe aguentarás as dores. (10.72)

14.

Acaso estamos mortos e só aparentamos
estar vivos, nós gregos caídos em desgraça,
que imaginamos a vida semelhante a um sonho,
ou estamos vivos e foi a vida que morreu? (10.82).

15.

Creio que o deus é também um filósofo.
As blasfêmias não o irritam desde logo,
mas com o passar do tempo, ele aumenta os castigos
dos mortais miseráveis e perversos. (10.94)

16.
Todos os mortais têm de pagar a dívida da morte
pois ninguém sabe se amanhã estará vivo.
Aprende bem esta lição e cuida de alegrar-te, oh homem,
que tens no vinho o esquecimento do teu fim.
Deleita-te com Afrodite nessa tua vida efêmera
e deixa a Fortuna cuidar de todo o resto. (11.62)

17.
Quem por desgraça se casou com mulher feia
vê o escuro da noite quando acende as lâmpadas.(11.287)

18.
Toda mulher desperta cólera, salvo em dois bons momentos:
um quando na cama, o outro quando na campa. (11.381).

19.

Melhor louvar, a repreensão sempre traz inimizade.
Falar mal todavia é puro mel ático.(11.341)

20.
A cólera de Aquiles foi motivo, para mim também,
de funesta pobreza ao me tornar gramático.
Prouvera com os gregos me matasse aquela cólera antes
que me arruinasse a amarga fome da gramática.
No entanto, para que Agamemnon raptasse Briseida e Páris
roubasse Helena, foi que me fiz indigente.(9.169)


Tradução: José Paulo Paes.
Fonte: Paladas de Alexandria, epigramas. São Paulo: Alexandria, 1992.

sexta-feira, março 21, 2008

Meleagro de Gádara

Leva-lhe esta mensagem, Dorcás; mas repete-lhe
Tudo, Dorcás, duas ou três vezes. Corre,
não te atrases, voa. Um instante, um instante, Dorcás, pára.
Por que te apressas sem antes saber de tudo?
Acrescenta ao que te disse – ou melhor (que tolice a minha!),
Não lhe digas nada – mas não – diz-lhe tudo.
Não deixes de dizer-lhe. Apesar de mandar-lhe, Dorcás,
Vou contigo eu mesmo, vê, e à tua frente.(5.182)

Tradução: José Paulo Paes

sábado, dezembro 22, 2007

Antologia grega 6.1

Eu, a Laís que altiva riu da Grécia, eu que tive outrora
amantes jovens em penca à minha porta,
dedico a Afrodite este espelho, pois não me quero ver
como sou, e não me posso ver como era.

[Tradução de José Paulo Paes]

Antologia grega 9.59

Nove são as Musas, dizem alguns. Quanta negligência!
Eis aqui a décima: Safo de Lesbos.

[Tradução de José Paulo Paes]

Canção do exílio facilitada

lá?

ah!



sabiá...

papá...

maná...

sofá...

sinhá...



cá?

bah!

domingo, setembro 16, 2007

Falso diálogo entre Pessoa e Caeiro

[Pessoa]- a chuva me deixa triste...
[Caeiro] - a mim me deixa molhado.

(José Paulo Paes)

sábado, maio 12, 2007

Catulo, 32

Amabo, mea dulcis Ipsitilla,
meae deliciae, mei lepores,
iube ad te veniam meridiatum.
Et si iusseris, illud adivuato,
ne quis liminis obseret tabellam,
neu tibi lubeat foras abire,
sed domi maneas paresque nobis
novem continuas fututiones.
Verum si quid ages, statim iubeto:
nam pransus iaceo et satur supinus
pertundo tunicamque palliumque.

Eu te peço, minha doce Ipsistila,
Delícia e encanto deste meu viver:
Convida-me a passar contigo a sesta.
Caso me convidares, cuida bem
De que não ponham tranca em tua porta
E não te dê vontade de sair.
Fica em casa, tranqüila, preparando-te
Para nove trepadas sucessivas.
Se preferires, vou agora mesmo:
Almocei bem e ora farto, ressupino,
Furo, de impaciência, túnica e toga.
(Tradução de José Paulo Paes)


Peço, minha boa Hipsistila,
minhas delícias, meus encantos, pede
que eu vá dormir junto contigo a sesta.
E se pedires cuida disto: que outro
não introduza entraves na portinha
nem queiras tu sair por aí fora.
Mas fica em casa, preparando para
nós umas nove contínuas trepadas.
E se algo fores fazer, chama logo,
que almoçado, deitado, e satisfeito,
tanto túnica eu furo quanto o manto.
(Tradução de João Angelo Oliva neto)

sábado, maio 05, 2007

Ítaca

Se partires um dia rumo a Ítaca
faz votos de que o caminho seja longo,
repleto de aventuras, repleto de saber.
Nem Lestrigões nem os Ciclopes
nem o colérico Posídon te intimidem;
eles no teu caminho jamais encontrará
se altivo for teu pensamento, se sutil
emoção teu corpo e teu espírito tocar.
Nem Lestrigões nem os Ciclopes
nem o bravio Posídon hás de ver,
se tu mesmo não os levares dentro da alma,
se tua alma não os puser diante de ti.

Faz votos de que o caminho seja longo.
Numerosas serão as manhãs de verão
nas quais, com que prazer, com que alegria,
tu hás de entrar pela primeira vez um porto
para correr as lojas dos fenícios
e belas mercancias adquirir:
madrepérolas, corais, âmbares, ébanos,
e perfumes sensuais de toda a espécie,
quanto houver de aromas deleitosos.
A muitas cidades do Egito peregrina
para aprender, para aprender dos doutos.

Tem todo o tempo Ítaca na mente.
Estás predestinado a ali chegar.
Mas não apresses a viagem nunca.
Melhor muitos anos levares de jornada
e fundeares na ilha velho enfim,
rico de quanto ganhaste no caminho,
sem esperar riquezas que Ítaca te desse.
Uma bela viagem deu-te Ítaca.
Sem ela não te ponhas a caminho.
Mais do que isso não lhe cumpre dar-te.

Ítaca não te iludiu, se a achas pobre.
Tu te tornaste sábio, um homem de experiência,
e agora sabes o que significam Ítacas.

Konstantino Kavafis (1863-1933)
(Tradução de José Paulo Paes)
in
: O quarteto de alexandria.